June 27, 2010 / 5:21 PM / 7 years ago

Chile tem dilema contra o Brasil para tentar mudar a história

5 Min, DE LEITURA

<p>O t&eacute;cnico do Chile, Bielsa, gesticula durante partida. Chile tem um dilema antes de enfrentar o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo da &Aacute;frica do Sul: manter seu futebol ofensivo e arriscar-se a tomar uma goleada perante o time pentacampe&atilde;o do mundo ou se defender em busca de uma oportunidade para mudar a hist&oacute;ria.25/06/2010.Alessandro Bianchi</p>

Por Enrique Andrés Pretel

JOHANESBURGO (Reuters) - Chile tem um dilema antes de enfrentar o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo da África do Sul: manter seu futebol ofensivo e arriscar-se a tomar uma goleada perante o time pentacampeão do mundo ou se defender em busca de uma oportunidade para mudar a história.

Tudo aponta que a seleção chilena será ambiciosa contra a equipe de Dunga, que mesmo distante do "jogo bonito" que fez a seleção famosa nesses torneios, segue contando com jogadores de enorme qualidade individual e muito faro de gol.

"Vamos tratar de sair e fazer o nosso jogo, tomar a iniciativa desde o começo", garantiu recentemente o meio-campista Mauricio Isla, rechaçando a possibilidade de entrincheirar-se na área para buscar o contra-ataque.

A equipe dirigida por Marcelo Bielsa demonstrou que não é o selecionado frágil e defensivo de anos atrás, mas uma equipe bem postada sobre o campo, com uma clara vocação para o ataque que, às vezes, é contraproducente.

Com empenho ofensivo em um ousado 3-4-3, um descuido mínimo pode deixar o time exposto aos contra-ataques de rivais habilidosos, como aconteceu com a derrota por 2 x 1 perante a Espanha que a deixou no segundo lugar no Grupo H.

Além disso, defender com tão poucos homens obriga ao time a cometer muitas faltas táticas no meio-campo, o que carrega a equipe com cartões amarelos e pode arriscar expulsões.

Para a partida contra o Brasil, Bielsa não vai poder contar com o versátil Gary Medel e o defensor Waldo Ponce suspensos por cartões amarelos. Os jogadores devem ser provavelmente substituídos por Pablo Contreras e Ismael Fuentes, já que Marco Estrada também não pode jogar por ter recebido dois amarelos no jogo contra os espanhóis.

Contudo, o time recuperou o volante Carlos Carmona -responsável por fazer o jogo fluir da zaga até o meio-campo - e o meia de criação Matías Fernández, peça-chave no arriscado esquema chileno. Para o ataque, a dúvida está entre o goleador Humberto "Chupete" Suazo, que se recupera de lesão, ou o veloz Mark González, que marcou na vitória contra a Suíça.

PASSADO É PASSADO

Dunga sofre pressão da imprensa e torcida para que o jogo da equipe brilhe como em épocas passadas e segue em guerra com jornalistas, ao contrário do idílio que os chilenos mantêm com o enigmático e excêntrico Bielsa, que deixou o país em estado de euforia.

"Foi um jogo difícil. Os portugueses colocaram todos atrás da linha do meio-campo (...) Todos tomam as maiores precauções ao jogar contra o Brasil", disse o técnico do Brasil após o empate sem gols com os portugueses.

Na próxima fase, aparentemente ele não poderá usar esse argumento, já que a filosofia da seleção chilena está no futebol ofensivo, rápido e que se projeta por todos os lados do campo.

"Com certeza (vamos atacar). Fizemos isso quando jogamos na Bahia. Infelizmente, não ganhamos, mas conseguimos ver o lado bom disso e esquecer o mal", disse o otimista Jean Beausejour sobre a derrota por 4 x 2 na última partida entre os dois times.

Outra preocupação para Bielsa é a volta da estrela brasileira Kaká, que cumpriu suspensão após ser expulso contra a Costa do Marfim. Ainda que o meia não tenha rendido o que é esperado dele, a sua visão de jogo pode mudar uma partida.

Chile terá também que superar o passado e um longo histórico de derrotas contra os brasileiros: em 65 partidas, os chilenos ganharam sete e empataram 12; tomaram 152 gols e marcaram 55.

O Chile também perdeu nas partidas contra o Brasil na Copa do Mundo, a primeira em 1962 e nas oitavas de final da Copa da França em 1998 por contundentes 4 x 1.

"A história é passado. Está claríssima a potência que é o Brasil, por isso temos muito respeito, mas acreditamos que podemos reverter essa história negativa", garantiu nesta semana o zagueiro Pablo Contreras.

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