June 29, 2010 / 10:49 AM / 7 years ago

Estatal sul-africana aumenta oferta de salário a sindicatos

4 Min, DE LEITURA

Por Shapi Shacinda

JOHANESBURGO (Reuters) - A empresa de eletricidade sul-africana Eskom aumentou uma oferta de salário que estava em disputa com funcionários da empresa, medida que poderá encerrar o impasse em poucos dias e evitar uma possível greve durante a Copa do Mundo.

A disputa entre a Eskom e sindicatos que representam milhares de trabalhadores da empresa estatal elevou temores de uma greve que poderia romper o fornecimento de energia na maior economia da África e afetar o Mundial.

O porta-voz da União Nacional de Mineradores (NUM, na sigla em inglês) Lesiba Seshoka disse que o conselho do sindicato, que inclui representantes de trabalhadores da Eskom, estava discutindo a nova oferta, depois de se reunir inicialmente para considerar uma possível greve caso a Eskom não melhorasse a oferta de salário.

"Temos uma nova proposta para a Eskom, mas a essa altura não podemos falar muito sobre a oferta pois ainda estamos discutindo alguns detalhes", disse Seshoka à Reuters.

A Eskom disse esperar um acordo com os sindicatos nos próximos dias.

Qualquer interrupção no setor energético poderia prejudicar empresas manufatureiras e mineiras na maior produtora de platina e quarta maior produtora de ouro do mundo, e forçar uma redução nas operações, o que por sua vez poderia afetar os preços dos metais preciosos.

O diretor de Recursos Humanos da Eskom, Bhabhalazi Bulunga, disse que um acordo com os sindicatos era iminente.

"Estamos nos dando tempo, talvez até sexta-feira, mas as coisas parecem estar muito bem. Deve haver uma melhora em como terminamos o dia", disse Bulunga à Reuters.

"Esperamos por uma solução em breve, acho que vamos nos encontrar em algum ponto", havia dito Bulunga anteriormente.

Analistas consideram a ameaça de greve como uma estratégia de negociação do sindicato para colocar pressão sobre a Eskom a fazer concessões salariais e de benefícios maiores, e não esperam que a ação siga adiante.

A NUM, que representa cerca de metade dos 32 mil funcionários da Eskom, a União Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa, na sigla em inglês) e o sindicato Solidariedade afirmaram na sexta-feira que não planejavam uma greve iminente.

Seshoka havia dito que a NUM daria à Eskom um prazo final de 48 horas caso seu conselho concordasse em iniciar um processo que levaria à votação por uma greve.

Seshoka disse que a NUM esperava que a Numsa e o Solidariedade se unissem em uma eventual greve na Eskom.

A NUM disse ter recebido um certificado de não-resolução da disputa salarial com a Eskom, através do qual as leis do país permitem ao sindicato iniciar uma greve com o consentimento de seus membros, mas a Eskom disse que tal medida seria ilegal por ameaçar um serviço essencial.

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