29 de Junho de 2010 / às 15:34 / em 7 anos

Brasil se despede do campo de golfe e reclama do próximo hotel

<p>Sele&ccedil;&atilde;o brasileira durante sess&atilde;o de treino em Johanesburgo. Os brasileiros realizaram nesta ter&ccedil;a-feira seu &uacute;ltimo treino no gramado do Randpark Golf Club. 29/06/2010 REUTERS/Paulo Whitaker</p>

Por Pedro Fonseca

JOHANESBURGO (Reuters) - Substituição na seleção brasileira: sai a tranquilidade do campo de golfe diante do hotel em que a equipe ficou isolada no último mês, entra a badalação de um hotel de luxo numa área agitada de Port Elizabeth, onde o time enfrentará a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os brasileiros realizaram nesta terça-feira seu último treino no gramado do Randpark Golf Club, apenas uma atividade física um dia depois da vitória por 3 x 0 sobre o Chile. Os titulares trabalharam apenas na academia, enquanto os reservas foram pela última vez ao imenso campo verde que cerca a seleção desde o dia 27 de maio.

A viagem para a cidade litorânea que receberá o primeiro jogo das quartas de final do Mundial, no dia 2 de julho, acontece na quarta-feira à noite, e os brasileiros não voltarão mais a treinar dentro do próprio hotel afastado do centro de Johanesburgo. A última atividade antes viagem está marcada para a Saint Stithians College.

Por determinação da Fifa, todas as seleções classificadas para as quartas de final da Copa do Mundo são obrigadas a deixarem os locais onde escolheram se concentrar desde o início do Mundial, e devem seguir para os hotéis indicados pela federação internacional.

No caso da seleção brasileira, o Protea Hotel Marine, em Port Elizabeth, está localizado numa área próxima a um complexo de entretenimento, incluindo um cassino, além de não ser exclusivo para a delegação do Brasil - uma das exigências do time quando escolheu o The Fairway como sua base na Copa.

Para o técnico Dunga, que impôs à seleção um isolamento, mantendo os jogadores fechados em um hotel com o mínimo de contato com o mundo exterior, a mudança de ares não é nada bem-vinda.

“A gente estava bem acomodado, tranquilo, num ambiente muito saudável, muito favorável para a preparação de uma seleção. Agora a gente vai ter que conviver em hotéis que tem mais movimento, mais gente, muito mais confusão”, reclamou o treinador depois da vitória sobre o Chile, na noite de segunda-feira, no estádio Ellis Park.

“Para nós seria melhor permanecer no hotel onde a gente está, onde temos as melhores condições de repouso e treinamento, mas agora vamos ter que passar para um outra realidade”, acrescentou.

LEMBRANÇA DE WEGGIS

Depois da derrota para a França na Copa do Mundo da Alemanha -- em que o badalado período na cidade suíça de Weggis antes da competição foi considerado um dos responsáveis pela eliminação nas quartas de final -- a preparação da equipe para este Mundial se tornou um tema primordial dentro da seleção brasileira.

Dunga assumiu o time com a promessa de mudar a forma de trabalho em torno da seleção, e colocou em prática na África do Sul uma estrutura que afastou os jogadores do assédio da mídia e da torcida.

Até dentro da concentração os jogadores são controlados inclusive no tempo que passam navegando na Internet, conforme revelou o treinador após a vitória sobre o Chile.

“Eu tenho que pensar nos meus jogadores”, disse Dunga. “Acabou o jogo, a gente tem que se preocupar se o cara não fica muito tempo em pé na entrevista. O mais rápido possível tem que se alimentar. Chegar no hotel e colocar as pernas para cima, não ficar no computador, tem que dormir.”

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