29 de Junho de 2010 / às 21:20 / em 7 anos

Sindicato sul-africano rejeita oferta e planeja greve

Por Shapi Shacinda

JOHANESBURGO (Reuters) - Integrantes do maior sindicato da empresa de eletricidade sul-africana Eskom rejeitaram uma oferta maior de salário e planejam uma greve na próxima semana durante a Copa do Mundo, disse um porta-voz do sindicato nesta terça-feira.

"A oferta que a Eskom colocou à mesa de 8,5 por cento (de aumento) e 1.000 rands por mês em auxílio moradia foi rejeitada por nossos membros", disse à Reuters o porta-voz da União Nacional de Mineradores (NUM, na sigla em inglês) Lesiba Seshoka.

"Eles concordaram em se mobilizar por uma greve que começará em algum momento na semana que vem."

A Eskom aumentou uma oferta de salário que estava em disputa com funcionários da empresa, na esperança de encerrar o impasse em poucos dias e evitar uma possível greve durante o Mundial.

A disputa entre a Eskom e sindicatos que representam milhares de trabalhadores da empresa estatal elevou temores de uma greve que pode romper o fornecimento de energia na maior economia da África e afetar o Mundial.

A Eskom disse mais cedo que esperava um acordo com os sindicatos nos próximos dias.

Qualquer interrupção no setor energético poderia prejudicar empresas manufatureiras e mineiras na maior produtora de platina e quarta maior produtora de ouro do mundo, e forçar uma redução nas operações, o que por sua vez poderia afetar os preços dos metais preciosos.

Analistas consideram a ameaça de greve como uma estratégia de negociação do sindicato para colocar pressão sobre a Eskom a fazer concessões salariais e de benefícios maiores, e não esperam que a ação siga adiante.

A NUM, que representa cerca de metade dos 32 mil funcionários da Eskom, a União Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa, na sigla em inglês) e o sindicato Solidariedade afirmaram na sexta-feira passada que não planejavam uma greve iminente.

Seshoka havia dito que a NUM daria à Eskom um prazo final de 48 horas caso seu conselho concordasse em iniciar um processo que levaria à votação por uma greve.

Seshoka disse que a NUM esperava que a Numsa e o Solidariedade se unissem em uma eventual greve na Eskom.

A NUM disse ter recebido um certificado de não resolução da disputa salarial com a Eskom, através do qual as leis do país permitem ao sindicato iniciar uma greve com o consentimento de seus membros, mas a Eskom disse que tal medida seria ilegal por ameaçar um serviço essencial.

Reportagem adicional de Serena Chaudhry e Olivia Kumwenda

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