Greve em estatal elétrica sul-africana ocorrerá semana que vem

quarta-feira, 30 de junho de 2010 13:09 BRT
 

JOHANESBURGO (Reuters) - Uma provável greve na estatal elétrica sul-africana Eskom ameaça se concretizar depois que o Sindicato Nacional de Metalúrgicos da África do Sul (Numsa, na sigla em inglês) rejeitou uma nova oferta salarial e irá se juntar à paralisação convocada pelo Sindicato Nacional de Mineradores (NUM), que pode interromper a distribuição de energia durante a Copa do Mundo.

"Nossos associados rejeitaram a oferta, e haverá uma ação em massa na semana que vem. Vamos entrar em greve juntos com o outro sindicato", disse Castro Ngobese, porta-voz da Numsa, à Reuters.

Um terceiro sindicato, o Solidarity, declarou que seus membros tampouco aceitaram o proposta de reajuste salarial da Eskom, mas quer que a estatal reveja sua oferta até segunda-feira para depois tomar uma decisão de se juntar à greve ou não.

Uma interrupção no suprimento de energia poderia prejudicar a indústria e a mineração no maior produtor de platina e quarto maior produtor de ouro do mundo e maior economia africana, forçando as empresas a limitar suas operações e causando um aumento no valor dos metais preciosos.

"Os sindicatos estão preparados para comprar essa briga. Eu realmente acredito que a administração irá ceder, por estar sob enorme pressão do governo e outras partes interessadas", disse Nic Borain, analista político independente.

Lesiba Seshoka, porta-voz do NUM, disse ser provável que o sindicato emita um aviso de greve para a Eskom ainda nesta semana, mas que a paralisação deve ocorrer na semana que vem.

Fontes informais relataram que negociações informais ainda estão em curso. Seshoka disse que a Eskom ofereceu um aumento salarial de 8,5 por cento e mil rands por mês de auxílio-moradia, oferta que o NUM declinou. O sindicato pede um aumento de 9 por cento e um auxílio no valor de 2.500 rands.

O setor de recursos humanos da Eskom disse não acreditar que os sindicatos procedam à greve por se tratar de uma ação ilegal dado se tratar de um serviço essencial.