Ministros de Argentina e Brasil trocam provocações sobre a Copa

quarta-feira, 30 de junho de 2010 20:25 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A tradicional rivalidade no futebol entre Brasil e Argentina extrapolou nesta quarta-feira o campo esportivo e tomou conta de parte dos contatos entre as chancelarias dos dois países.

Os ministros das Relações Exteriores Celso Amorim e Héctor Timerman aproveitaram a primeira visita do chanceler argentino ao Brasil para trocar provocações bem humoradas sobre o desempenho das seleções de Dunga e Diego Maradona na Copa do Mundo. As duas equipes estão nas quartas de final e, se vencerem as próximas partidas, podem disputar a decisão do torneio.

Primeiro, Amorim comemorou o fato de Uruguai e Paraguai também estarem na reta final do Mundial. "Uma coisa, se não é quase certa, é mais do que 50 por cento certa: diria que um país do Mercosul ganhará a Copa. Cada um aqui tem a sua opinião de quem será o vencedor, e certamente também há outras duas opiniões aqui na região também. Mas isso também é um motivo de celebração para todos nós", disse.

Em seguida, negou que um eventual embate entre as seleções brasileira e argentina prejudicará a unidade da região. No entanto, não perdeu a oportunidade de alfinetar o colega.

"Cada um torce para o seu time. Nós continuaremos torcendo pelo Brasil ardentemente e naturalmente vai haver alguns xingamentos na hora do jogo... mas ganhará o Mercosul. Já é uma grande coisa", disparou.

Por sua vez, Timerman manteve o tom, dizendo que "deseja com muito entusiasmo" que os dois times cheguem à final.

"Quando o Brasil foi designado para organizar a Copa do Mundo de 2014... felicitei o Brasil por ser o ganhador e o organizador, porque nada deixará mais felizes os argentinos do que ser campeões no Brasil", completou o ministro argentino, que assumiu o cargo no último dia 22.

(Reportagem de Fernando Exman)

 
<p>O ministro de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores do Brasil, Celso Amorim (dir), recebe seu colega argentino Hector Timerman no Itamaraty antes de reuni&atilde;o em Bras&iacute;lia. 30/06/2010 REUTERS/Stringer</p>