Contra quarteto holandês, defesa do Brasil terá grande teste

quinta-feira, 1 de julho de 2010 16:23 BRT
 

Por Pedro Fonseca

PORT ELIZABETH (Reuters) - Didier Drogba e Cristiano Ronaldo já ficaram pelo caminho diante da elogiada defesa da seleção brasileira, mas o grande teste para o setor considerado o ponto forte da equipe do técnico Dunga será contra a linha de quatro homens de frente da Holanda, nas quartas de final da Copa do Mundo.

O marfinense Drogba até marcou o gol de honra na derrota de 3 x 1 de sua equipe, mas passou a maior parte do tempo isolado entre os zagueiros Lúcio e Juan. Já Cristiano Ronaldo, como de costume quando veste a camisa de Portugal, teve atuação apagada, prejudicado também pela postura defensiva de sua equipe, que entrou em campo disposta a empatar para assegurar a classificação.

O mesmo não deve se repetir contra a Holanda na sexta-feira. Equipe ofensiva por tradição, sempre com três atacantes em campo, o atual time é formado por jogadores que são estrelas em grandes clubes europeus, o que se traduziu até agora em 100 por cento de aproveitamento no Mundial da África do Sul, com quatro vitórias em quatro jogos.

Wesley Snejider (Inter de Milão), Arjen Robben (Bayern de Munique), Dirk Kuyt (Liverpool) e Robin van Persie (Arsenal) todos já balançaram as redes na Copa do Mundo, e colocarão à prova principalmente a eficiência defensiva dos laterais da seleção brasileira, num jogo que ambas as partes preveem que será aberto.

"São duas equipes que tentam jogar, tem jogadores de qualidade técnica, fazem aquilo que todos nós gostamos, que é arriscar a jogada, tentar sempre vencer. Quando se joga com duas equipes dessa forma, o espetáculo fica sempre bom", disse o técnico Dunga a jornalistas nesta quinta-feira no estádio Nelson Mandela Bay, local do jogo.

Um ponto-chave para a seleção brasileira será a cobertura do lateral-esquerdo Michel Bastos, que provavelmente terá a missão de marcar Robben. Por jogar como meia-ofensivo em seu clube, o Olympique de Lyon, o brasileiro tem na composição defensiva justamente o seu ponto mais fraco. Mesmo diante da inexpressiva seleção da Tanzânia num amistoso antes da Copa, as subidas de Bastos deixaram buracos na defesa do Brasil.

Do outro lado, Maicon passa mais confiança ao técnico Dunga para marcar Kuyt. Apesar dos avanços pela direita do lateral serem uma das principais armas de ataque do Brasil, o jogador tem ótimo condicionamento físico para recuperar-se na marcação, além do entrosamento com Lúcio, seu companheiro de defesa tanto na seleção como na Inter de Milão.

O cérebro da equipe holandesa é Wesley Sneijder, outro jogador da campeã europeia Inter. Nesse Mundial ele já marcou dois gols, e saem dos pés dele os principais lances para o trio de frente. Para tentar pará-lo, Dunga espera ter o retorno do volante Felipe Melo, que seria o homem indicado para acompanhar Sneijder por todo o campo. Se Melo não tiver condições de entrar em campo, porque ainda se recupera de uma lesão no tornozelo, Josué pode ser o cão-de-guarda apontado pelo treinador.   Continuação...

 
<p>Zagueiro L&uacute;cio treina em Port Elizabeth na v&eacute;spera da partida contra a Holanda pelas quartas de final da Copa do Mundo. REUTERS/Paulo Whitaker</p>