2 de Julho de 2010 / às 14:18 / 7 anos atrás

Brasil leva virada da Holanda e repete fracasso na África do Sul

<p>Kak&aacute; ap&oacute;s a elimina&ccedil;&atilde;o do Brasil nas quartas de final contra a Holanda. 02/07/2010 REUTERS/Paulo Whitaker</p>

Por Pedro Fonseca

PORT ELIZABETH (Reuters) - O Brasil está fora da Copa do Mundo da África do Sul. Uma derrota de virada por 2 x 1 para a Holanda, nesta sexta-feira, significou a segunda eliminação consecutiva do país nas quartas de final de um Mundial.

O time brasileiro, comandado pelo técnico Dunga, mais uma vez é derrubado após conquistar títulos menores e falhar na hora decisiva, assim como a equipe de Carlos Alberto Parreira quatro anos atrás.

O volante Felipe Melo foi do céu ao inferno na partida, e sua expulsão aos 28 minutos do segundo tempo por uma agressão a Arjen Robben foi a imagem da eliminação brasileira. Depois de ter dado ótimo passe para Robinho abrir o marcador no começo do confronto, o jogador entrou em ruína ao fazer o gol contra que deu o empate à Holanda na etapa final e levou o cartão vermelho direto por um pisão no adversário.

Depois de um primeiro tempo em que foi superior em campo desde o princípio, e desperdiçou oportunidades de ampliar o marcador, o Brasil teve na etapa final sua pior atuação no Mundial. O meia Wesley Sneijder liderou a merecida vitória holandesa. Além de ter marcado o gol da vitória, saiu dele o chute que Felipe Melo desviou de cabeça para o próprio gol em uma jogada em que o volante se atrapalhou com o goleiro Julio César.

“Acho que nessas horas tem que saber reagir, o mundo não acaba...Acho que no segundo tempo eles mereceram o resultado. Acho que o primeiro gol deu um baque na equipe. Um lance que eu acabei ali com um pouco de dúvida com o Melo”, disse o goleiro Julio César, emocionado, após o jogo.

Sneijder revelou que os holandeses voltaram focados para o segundo tempo. “No vestiário, todos dissemos uns aos outros ‘vamos dar tudo’ e foi o que fizemos. Lutamos uns pelos outros”, afirmou o meia da Inter de Milão.

“No segundo tempo colocamos muita pressão na defesa deles e marcar duas vezes foi fantástico.”

A derrota repete a campanha do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, há quatro anos, quando a equipe deu adeus também nas quartas de final ao perder por 1 x 0 para a França. Da mesma forma que o ciclo anterior, desta vez o Brasil era o atual campeão da Copa América e da Copa das Confederações.

INÍCIO MELHOR

A expectativa de um jogo aberto de ambas as partes foi frustrada no começo da partida por uma sequência de faltas dos dois times, cinco nos primeiros cinco minutos. Mas não demorou para as equipes colocarem em prática o que se esperava, e com a bola rolando a seleção brasileira começou melhor.

Antes mesmo de abrir o marcador, logo aos 10 minutos, Robinho já tinha colocado a bola nas redes, mas o lance estava parado pelo árbitro japonês Yuichi Nishimura por impedimento de Daniel Alves, que fez o passe para o atacante.

Logo após o gol que inaugurou o marcador, os holandeses tiveram chance de empatar ainda no primeiro tempo, mas o goleiro Julio César mandou para escanteio um chute cruzado de Dirk Kuyt de dentro da grande área.

A equipe europeia ressentia-se da atuação apagada de Arjen Robben, que não dava seguimento pela ponta direita às jogadas que chegavam até ele. Mesmo assim, o jogador do Bayern de Munique deu trabalho para o lateral brasileiro Michel Bastos, que levou cartão amarelo no primeiro tempo por uma das várias faltas cometidas sobre o adversário e foi substituído por Gilberto no segundo tempo.

Somado a isso, Dirk Kuyt jogava recuado para completar o meio-campo holandês, desmontando o esquema com três atacantes montado pelo técnico Bert Van Marwijk e deixando Robin ven Persie isolado entre os zagueiros brasileiros.

Com maior posse de bola, o Brasil criou oportunidades para ampliar a vantagem, mas esbarrou em boas defesas do goleiro holandês. Após uma jogada excelente de Robinho pela esquerda, em que livrou-se de dois marcadores pedalando, Luís Fabiano tocou para Kaká de letra e o meia bateu colocado buscando o ângulo, forçando Maarten Stekelenburg a mandar para escanteio.

Já nos acréscimos, Maicon recebeu passe de Gilberto Silva na direita e chutou forte cruzado, colocando outra vez o goleiro para trabalhar.

SEGUNDO TEMPO RUIM

O domínio de jogo brasileiro, no entanto, ficou nos vestiários, e a equipe regressou para o segundo tempo sem conseguir repetir a atuação da etapa inicial.

A Holanda aproveitou-se bem do momento, e o jogo passou a se desenrolar dentro do campo de defesa do Brasil. Numa bola cruzada para a área por Wesley Sneijder, Julio César saiu mal do gol e acabou traído por uma cabeçada para trás de Felipe Melo. Gol contra, aos oito minutos.

Preocupado com uma eventual expulsão de Michel Bastos, que continuava tendo trabalho com Robben, Dunga trocou de lateral-esquerdo, colocando Gilberto em campo, mas o veterano não acertou o posicionamento e deixou espaços.

Numa cobrança de escanteio justamente por esse lado, Kuyt escorou para trás e Sneijder cabeceou de frente para marcar o gol da virada, aos 28. Cinco minutos depois, Felipe Melo destruiu qualquer chance brasileira de buscar uma reação ao agredir Robben. Após uma falta, o volante brasileiro pisou na perna do adversário e levou o cartão vermelho direto.

O restante da partida foi marcado pela busca desesperada do Brasil pelo ataque, no entanto, sem qualquer organização. A Holanda ainda teve chances de marcar outra vez em contra-ataques, mas também não chegou lá.

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