2 de Julho de 2010 / às 19:20 / 7 anos atrás

ANÁLISE-Holanda tira Brasil da Copa com 20 minutos de provocação

Por Brian Homewood

PORT ELIZABETH (Reuters) - A Holanda provocou os brasileiros, contou com a sorte, aproveitou a inspiração de Wesley Sneijder e derrotou os pentacampeões em 20 minutos caóticos da Copa do Mundo na sexta-feira.

Munido de uma sólida defesa e contra-ataques letais, o Brasil pareceu quase impossível de ser detido nos quatro jogos anteriores e, nos primeiros 45 minutos da partida de sexta-feira, uma nova vitória parecia o único resultado provável.

Incentivados pelo gol de Robinho aos 10 minutos, eles foram predominantes no primeiro tempo e, ao menos em alguns flashes, jogaram o seu melhor futebol do torneio.

Um lance em particular se sobressaiu, quando Robinho deixou metade da equipe holandesa a ver navios, passou a bola para Luis Fabiano, que deu de calcanhar para Kaká, que por sua vez viu seu chute a gol ser defendido brilhantemente por Maarten Stekelenburg.

Os holandeses estavam piores, com Arjen Robben sem conseguir usar a sua direita para finalizar, enquanto a defesa brasileira bloqueava o seu progresso com tranquilidade.

Estava claro, porém, que mesmo no primeiro tempo os brasileiros estavam ficando irritados.

No decorrer da Copa, Dunga e seus jogadores criticaram os juízes, dando a impressão que sentiam que o mundo estava contra eles, ao mesmo tempo em que acossavam sem cessar os árbitros.

Talvez percebendo que poderiam explorar isso, os holandeses enfureceram o Brasil e o técnico da seleção fazendo cenas e cavando faltas, o que pareceu ser o suficiente para tirar a equipe de seu jogo.

Coincidência ou não, aos oito minutos do segundo tempo, os quatro anos de planejamento meticuloso do Brasil para a Copa do Mundo começaram a desandar de forma dramática.

Jogando contra seus companheiros de equipe no Inter de Milão - Julio César, Maicon e Lúcio --, Sneijder deu um longo chute lançando a bola para a pequena área. Felipe Melo subiu, assim como o goleiro, tocando a bola para dentro do próprio gol.

ESTADO ALTERADO

O gol mudou o rumo do jogo completamente, e os holandeses pareciam acreditar na vitória.

Claramente cientes de que os brasileiros, jogando sob uma enorme pressão com a esperança de 190 milhões de habitantes depositada em seus ombros, já estavam nervosos, eles continuaram explorando o nervosismo dos oponentes com grande resultado - mesmo sendo antidesportivo.

Robben rolava no chão cada vez que era tocado e não se poupou ganhos de tempo nem de conversas desnecessárias com o juiz.

No meio disso, Sneijder marcou de cabeça para a Holanda, antes de a seleção perder totalmente a cabeça, e Felipe Melo ser expulso cinco minutos depois.

Se Kaká estivesse em sua melhor fase, o Brasil poderia ter salvado o jogo e se mantido no caminho para uma possível final com a Argentina.

Quando Kaká recebeu a bola na beira da grande área com o placar de 1 a 1, o gol parecia certo, mas ele chutou para fora.

Depois do gol holandês, ele começou a dar suas arrancadas características e um gol parecia iminente.

Mas, em vez de ir pelo centro e marcar um gol como ele poderia ter feito no seu auge, ele foi pela lateral e chutou fraco pegando o lado de fora da rede.

Isso deixou o Brasil apenas com uma longa viagem pela frente para enfrentar as recriminações inevitáveis.

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