Lula acha que Brasil precisaria de "3o tempo" para bater Holanda

sexta-feira, 2 de julho de 2010 16:43 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a eliminação da seleção brasileira da Copa do Mundo na África do Sul e avaliou que o Brasil precisaria de um "terceiro tempo" para repetir o bom desempenho da primeira etapa contra a Holanda e se classificar para a semifinal do torneio.

Segundo o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, que passou as impressões do presidente sobre a partida aos jornalistas, Lula avaliou que alguns dos comandados pelo técnico Dunga tiveram atuação abaixo do esperado.

O presidente assistiu a derrota por 2 x 1 para a Holanda ao lado da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que foi convidada por Lula.

Segundo Carvalho, Lula evitou responsabilizar o volante Felipe Melo pela derrota. "Não adianta ficar culpando ninguém agora", teria comentado o presidente, segundo seu assessor.

Depois de ser um dos destaques da seleção num primeiro tempo amplamente dominado pelo Brasil, quando deu um belo passe para o gol de Robinho, Felipe Melo fez o gol contra que deu o empate à Holanda e foi expulso após a virada holandesa por dar um pisão num adversário.

Além de Carvalho e Dilma, assistiram ao jogo com Lula os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Carlos Gabas (Previdência) e Fernando Haddad (Educação), além do presidente do Banco Central, Henrique Meireles.

Nos quase oito anos em que ocupa a Presidência, Lula, que é fanático por futebol, não teve o prazer de ver o Brasil campeão mundial enquanto estava no cargo. Em 2006, a seleção também caiu nas quartas de final após derrota para a França.

Ainda nesta tarde, Lula embarca para um giro por seis países da África, que se encerra na África do Sul, onde o presidente deve acompanhar a final do Mundial no dia 11, já que o Brasil será a sede da próxima edição do torneio em 2014.

Perguntado se o resultado do jogo interferiria no roteiro de viagens de Lula, o ministro Celso Amorim disse apenas que "não podemos misturar as coisas".

(Reportagem de Bruno Peres)