2 de Julho de 2010 / às 21:41 / 7 anos atrás

Ponto forte antes da Copa, defesa sucumbe a teste decisivo

<p>Cabe&ccedil;ada de Felipe Melo, que marcou gol contra para a Alemanha: ponto forte antes da Copa, defesa da sele&ccedil;&atilde;o sucumbiu a teste decisivo.Mike Hutchings</p>

Por Pedro Fonseca

PORT ELIZABETH (Reuters) - Com três jogadores campeões europeus de clubes entre seus cinco defensores, a seleção brasileira chegou à Copa do Mundo com a expectativa de montar uma parede para os ataques adversários, mas o setor sucumbiu a seu primeiro grande teste e viu a Holanda alcançar uma vitória de virada por 2 x 1, nesta sexta-feira, nas quartas de final da Copa do Mundo.

Considerado um dos melhores do mundo na posição, o goleiro Julio César não conseguiu cortar um cruzamento para a área e acabou sofrendo um gol contra em cabeçada para trás de Felipe Melo, enquanto a elogiada dupla de zagueiros Lúcio e Juan não impediu o holandês Wesley Sneijder, de 1,70m, de marcar de cabeça o gol da vitória e da classificação de seu time para as semifinais.

Se mesmo diante de seleções mais fracas como Coreia do Norte e Costa do Marfim a defesa do Brasil já havia sido vazada na primeira fase do Mundial, o quarteto holandês formado por Sneijder, Dirk Kuyt, Arjen Robben e Robin van Persie teve ainda mais chances de balançar as redes do Brasil.

Depois de um primeiro tempo de domínio brasileiro, inclusive com a vantagem de 1 x 0 no placar graças a um gol de Robinho aos 10 minutos, o Brasil voltou do intervalo "desatento" -- segundo os próprios jogadores e o técnico Dunga -- e viu a equipe adversária chegar à virada.

O placar ainda poderia ter sido maior, uma vez que os holandeses desperdiçaram chances de ampliar depois que passaram a jogar com um homem a mais -- Felipe Melo foi expulso aos 28 minutos do segundo tempo.

"Agora não é hora de procurar quem errou ou quem é o culpado pelos gols", afirmou após a partida o capitão Lúcio, um dos integrantes do trio campeão da Liga dos Campões da Europa pela Inter de Milão, ao lado de Maicon e de Julio César.

Mesmo no primeiro tempo, em que o Brasil era melhor, Robben causou problemas ao lateral-esquerdo Michel Bastos. Desacostumado a marcar, uma vez que atua como meia em seu clube, o Olympique de Lyon, o jogador cometeu uma série de faltas no holandês e precisou ser substituído no segundo tempo para evitar uma eventual expulsão.

Enquanto pela direita Maicon teve mais eficiência em conter os avanços de Kyut, no miolo da zaga Juan e Lúcio permitiram que o baixinho Sneijder fizesse de cabeça o gol da virada de sua equipe. O próprio Sneijder, livre de marcação, já havia feito o cruzamento para a área em que Felipe Melo e Julio César se enrolaram, culminando num gol contra do volante.

O zagueiro Juan negou que a seleção não estivesse preparada para enfrentar uma equipe com atacantes habilidosos, mas reconheceu que o time se descontrolou com a desvantagem.

"Tivemos vários testes durante esses quatro anos e ganhamos de grandes equipes. Pegamos quem sabe o grupo mais forte da Copa e saímos em primeiro", defendeu-se o jogador quando perguntado se a seleção teria caído em seu primeiro teste de verdade. O grupo do Brasil tinha Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal.

"Quem viu o primeiro tempo que a gente fez sabe que a gente merecia sair com mais um gol, mas depois perdemos o controle do jogo."

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