4 de Julho de 2010 / às 00:21 / 7 anos atrás

ENTREVISTA-Nadal mostra cautela após triunfo épico sobre Federer

Por Pritha Sarkar

LONDRES (Reuters) - Na última vez em que Rafael Nadal disputou uma final em Wimbledon, ele passou a noite anterior à partida virando-se de um lado para outro na cama, ansioso pela partida com o maior tenista do mundo Roger Federer.

Dois anos depois de bater o suíço na partida considerada a mais marcante da história do esporte e com Federer fora da final pela primeira vez desde 2002, o espanhol não está menos cauteloso quanto ao homem entre ele e seu oitavao título de Grand Slam, o tcheco Tomas Berdych.

Enquanto o restante do mundo do tênis ainda tenta explicar o fato de o mestre suíço não entrar na Quadra Central no domingo, Nadal não vai estranhar a ausência de Federer nem a presença de Berdych.

“Isto mostra como é duro este torneio”, disse o campeão de 2008 disse à Reuters em uma entrevista na véspera da final.

“O que Roger (Federer) fez é maravilhoso e inacreditável. É impossível estar aqui todas as vezes. O que ele fez, seis títulos em sete finais seguidas, é impossível repetir.”

Desde que Nadal perdeu suas duas primeiras finais em Wimbledon para Federer, não seria uma surpresa se ele estivesse olhando com cautela para o tcheco do outro lado da rede.

“Dois anos atrás, quando eu jogeui contra Roger, não dormi bem na noite anterior”, disse ao recostar-se numa cadeira e tirar do bolso dois telefones celulares e uma carteira preta.

“(Fora todas as minhas nove finais de Grand Slam) Eu estava mais nervoso indo para a final daqui em 2008”, afirmou.

“Mas agora eu não estou pensando na vitória. Estou pensando em ter uma boa noite, em fazer um bom aquecimento amanhã e para quarta tentar o melhor de mim para conseguir cada ponto”, disse.

”Tomas (Berdych) é um grande jogador, muito bom na linha-base, boas cortadas, um serviço muito bom, por isso é o melhor jogador de seu lado do sorteio.

CAMPEÃO POPULAR

“Por esta razão ele está na final e será uma partida muito difícil.”

Para se preparar para a partida ele fez uma curta, mas intensa sessão de treinamento no sábado em uma quente quadra externa All England Club.

Enquanto trocava apertos de mão com outro popular ex-campeão, Goran Ivanisevic, ele mal parecia o homem que poderia se tornar em 24 horas o primeiro espanhol a conquistar duas Challenge Cups.

“Eu adoraria conquistar outro título aqui mas jogar quatro finais é mais do que eu poderia imaginar e eu quero aproveitar amanhã”, disse Nadal, que tem um retrospecto favorável de 7 vitórias e 3 derrotas contra o 12o colocado no ranking Berdych.

Saborear o momento que dificilmente será surpreendido é tudo o que quer o homem que 12 meses atrás teve negada a chance de defender seu título, quando seus joelhos doloridos disseram-lhe basta.

Se transplantes de joelhos fossem possíveis, Nadal provavelmente seria o primeiro da fila a se submeter a um.

Mas como não havia essa opção, ele seguiu a longa estrada da recuperação e agora aprendeu a lidar com as dores quando elas surgem.

“Eu trabalhei muito duro para voltar e consegui. Por essa razão é muito importante”, disse Nadal, que chorava incontrolavelmente sobre sua toalha apenas quatro semanas atrás, ao conquistar o Aberto da França, seu quinto título em Roland Garros.

“Se eu vencer será muito emocionante para mim, mas se eu perder, aceitarei com a mesma tranquilidade”, afirmou.

“Eu sei o quão difícil será vencer mais uma vez aqui. Eu sei o quanto foi boa minha temporada no saibro e o quanto este torneio foi bom para mim”, acrescentou o tenista de 24 anos, que se tornou o primeiro a conquistar os quatro títulos mais importantes do saibro em uma mesma temporada.

“É um sonho para mim estar de volta aqui após conquistar títulos importantes como os de Roma, Monte Carlo, Madri e Roland Garros. Estar de volta a uma final em Winbledon é maravilhoso para mim.”

Caso Berdych se deixar levar pela esperança de seu fortíssimo forehand para destruir as esperanças de Nadal, o 2o colocado no ranking disse: “Para mim, a final não representa uma grande pressão, pois eu joguei muito bem nos últimos seis, sete meses.”

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