4 de Julho de 2010 / às 00:46 / 7 anos atrás

Schweinsteiger, o coração da perfeita mistura da Alemanha

Por Mitch Phillips

CIDADE DO CABO (Reuters) - A estrondosa goleada da Alemanha por 4 x 0 sobre a Argentina no sábado foi conquistada por um time que tem uma mistura quase imperceptível de juventude e experiência.

Após destroçar a Inglaterra por 4 x 1 nas oitavas-de-final com uma devastadora demonstração de contra-ataques, a exuberante Alemanha submeteu a Argentina a uma humilhação inimaginável.

Mesut zil, Thomas Müeller and Sami Khedira foram fundamentais na vitória sobre o atordoado time de Diego Maradona.

O técnico Joachim Loew merece grande crédito por privilegiar os jovens, mas também pode ser também por manter a fé em velhos conhecidos quando muitos questionavam sua competência.

Tanto Lukas Podolski quanto Miroslav Klose fizeram uma temporada apagada em seus clubes, mas ao voltarem à seleção da Alemanha pareceram campeões mundiais.

Os dois gols de Klose em sua 100a aparição internacional enquanto Podolski, com apenas 25 anos em sua 78a partida foi um incansável corredor cuja movimentação deixou a defesa argentina a perseguir sombras.

Müeller, que foi cruelmente suspenso da semifinal contra a Espanha (que bateu o Paraguai por 1 x 0) por causa de um segundo cartão amarelo recebido por tocar a bola com a mão.

Klose marcou o crucial segundo gol e fechou o espetáculo com seu 52 gol pela seleção, seu 14 em Copas do Mundo - igualando-se a Gerd Mueller e ficando atrás apenas de Ronaldo.

VIGOR DA JUVENTUDE

O terceiro gol foi do zagueiro central Arne Friedrich, seu primeiro pela seleção em sua 77a aparição.

A cola que une jovens e veteranos, defesa e ataque, é Bastian Schweinsteiger.

Com apenas 25 anos, ele representa o vigor da juventude mas com 79 partidas ele já é também um dos mais experientes do elenco.

Na ausência forçada por contusão de Michael Ballack, Schweinsteiger amadureceu no ponto central da Alemanha no torneio, crescendo com autoridade a cada partida.

Armando o primeiro gol com uma falta cobrada com perfeição ele deu início a uma performance maravilhosa.

Distribuindo passes longos e curtos, que proporcionaram vários espaços aos seus companheiros e indo ao ataque quando tinha oportunidade, ele teve uma atuação magistral no meio-campo, que Ballack, assistindo das arquibancadas, pôde com certeza se deliciar.

O crédito também é da defesa, com um soberbo trabalho de marcação sobre Lionel Messi, Gonzalo Higuaín e Carlos Tévez - algo que se mostrou impossível para todos os times que tinham enfrentado a Argentina no torneio até então.

Messi, cercado toda vez que se aproximava da bola, terminou o jogo como o retrato da frustração, tentando inultimente chutar de longa distância.

Ele vai para casa desapontado, com sua reputação mundial um tanto manchada.

A Alemanha continua sua marcha, com reputações sendo moldadas em campo.

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