Auxiliar Jorginho e Américo ainda têm futuro por definir com CBF

domingo, 4 de julho de 2010 09:54 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Apesar do tom de despedida do técnico Dunga, após a derrota para a Holanda, parte da comissão técnica do Brasil que desembarcou no Rio de Janeiro na madrugada deste domingo ainda não jogou a toalha.

O auxiliar Jorginho e o supervisor Américo Faria ainda aguardam uma conversa com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para definirem seu futuro.

"Não nos arrependemos de nada que foi feito. Tivemos organização, criamos um espírito de amor e comprometimento. É tudo isso que queremos", disse Jorginho ao desembarcar com a seleção no Rio de Janeiro, depois da eliminação do time nas quartas de final por 2 x 1 pela Holanda no Mundial da África do Sul.

"O presidente não vai voltar antes do fim da Copa. É preciso ter calma e tranquilidade para definir tudo da melhor maneira... O Dunga falou na adrenalina após o jogo, e agora é preciso pensar. Ele tem muito potencial e muito a contribuir", acrescentou o auxiliar, que chegou a discutir com alguns jornalistas que reclamaram do empurra-empurra e da falta de organização da CBF na chegada do Brasil.

O supervisor Américo Faria também aguarda pelo presidente da CBF para discutir o destino na seleção. "Só quem pode falar sobre isso e quem está habilitado é o presidente, que ainda não falou nada conosco", declarou.

Na sexta-feira depois da derrota, o técnico Dunga indicou que deixaria o comando da seleção, alegando que o acertado seriam quatro anos.

"Quanto ao meu futuro, desde que eu cheguei na seleção todo mundo sabia que seria quatro anos que eu iria ficar", disse o treinador em entrevista coletiva após a derrota.

Desde a eliminação do Brasil, surgiram especulações sobre um possível retorno de Luis Felipe Scolari ao cargo de treinador da seleção. Em recente entrevista, Felipão, que acertou com o Palmeiras, declarou que desejava encerrar sua carreira como treinador à frente de uma seleção na Copa de 2014, no Brasil.

 
<p>Auxiliar Jorginho &eacute; escoltado por policiais ao desembarcar no Rio de Janeiro. Ap&oacute;s elimina&ccedil;&atilde;o do Brasil da Copa, ele ainda aguarda conversa com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para definir seu futuro. REUTERS/Bruno Domingos</p>