Paraguaios são recebidos como heróis após campanha na Copa

segunda-feira, 5 de julho de 2010 10:02 BRT
 

ASSUNÇÃO (Reuters) - Milhares de paraguaios lotaram o principal aeroporto do país na madrugada desta segunda-feira para receber como heróis os jogadores da seleção que disputaram o Mundial, que foram condecorados pelo presidente após sua histórica campanha na África do Sul.

O terminal aéreo ficou repleto de simpatizantes vestidos com roupas azuis e vermelhas e agitando bandeiras do país, fotografias de seus ídolos e cartazes com frases de agradecimento, em uma festa popular poucas vezes vista no Paraguai.

A equipe foi eliminada nas quartas de final após a derrota de 1 x 0 para a Espanha em um jogo bastante disputado, encerrando sua melhor campanha em uma Copa do Mundo. Foi a primeira vez que o Paraguai chegou a essa fase do torneio, tendo batido o Japão nas oitavas de final.

Os jogadores subiram em um palco montado no aeroporto em meio a um espetáculo de fogos de artifício, junto ao presidente Fernando Lugo. O mais aplaudido foi o atacante Oscar "Tacuara" Cardozo, que se repreendeu por não ter convertido um pênalti no confronto com os espanhóis.

Junto a eles estava o pai do atacante Salvador Cabañas, artilheiro da seleção na eliminatória que não pôde ir ao Mundial por ter recebido um tiro na cabeça no final de janeiro em um bar da capital mexicana.

"É difícil que saiam palavras pela emoção que nos comove a todos. Procuramos representá-los da maneira que tem que ser o paraguaio, com muita garra, com muito orgulho. Demos tudo em cada partida", disse o goleiro Justo Villar.

Lugo entregou a cada membro do time uma medalha com o emblema nacional e a inscrição: "O povo paraguaio em homenagem a seus atletas e dirigentes esportivos do Mundial de futebol 2010", em uma cerimônia que foi transmitida ao vivo pelos principais canais de televisão.

(Reportagem de Daniela Desantis)

 
<p>O jogador paraguaio Roque Santa Cruz acena com a medalha dada a ele por sua participa&ccedil;&atilde;o na Copa do Mundo, na chegada da sele&ccedil;&atilde;o ao aeroporto de Luque, no Paraguai, 5 de julho de 2010. REUTERS/Jorge Adorno</p>