7 de Julho de 2010 / às 10:46 / em 7 anos

Justiça decreta prisão temporária de goleiro Bruno, do Flamengo

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO (Reuters) - A Justiça do Rio de Janeiro acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão do goleiro Bruno, do Flamengo, e de um amigo e funcionário do jogador, acusados de envolvimento no desaparecimento da ex-namorada do atleta Eliza Samudio, disseram policiais nesta quarta-feira.

A mulher de Bruno, Dayane Rodrigues, também teve prisão decretada e foi detida na madrugada desta quarta-feira em Belo Horizonte.

Eliza afirmara que teve um filho, fruto de um relacionamento com o goleiro do Flamengo.

Policiais concentraram-se em frente à casa do goleiro na zona oeste do Rio de Janeiro, mas receberam informações de que o atleta não estaria na residência. Por isso, um grupo de policiais deixou o local e procura pelo atleta em outros endereços da capital fluminense.

Delegados e agentes da polícia de Minas Gerais, onde foi aberto o primeiro inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, estão no Rio de Janeiro para colaborar com a polícia fluminense.

O Ministério Público do Rio de Janeiro havia pedido no final da noite de terça-feira a prisão temporária do jogador e de seu funcionário Luiz Henrique Romão, conhecido como “Macarrão”, após depoimento de um menor de 17 anos que teria contado detalhes sobre o desaparecimento da ex-namorada de Bruno.

O adolescente, que é primo de Bruno, foi levado pela polícia na terça-feira após ser encontrado na casa do goleiro, depois que um tio dele revelou o envolvimento do sobrinho no sumiço de Eliza.

No depoimento, o menor contou que ele e Romão sequestraram Eliza no Rio de Janeiro e a levaram em um carro de Bruno para Minas Gerais, onde o jogador tem um sítio.

O jovem acrescentou que estava escondido no porta-malas e que discutiu com Eliza depois de ter sido descoberto por ela no trajeto da viagem.

Segundo os investigadores que acompanharam o depoimento, o rapaz relatou que deu uma coronhada em Eliza, provocando sangramento. Ele afirmou que ela foi morta, mas que o golpe com o revólver não teria sido o motivo da morte.

O adolescente negou qualquer envolvimento de Bruno no caso.

O goleiro do Flamengo mantém um sítio na cidade mineira de Esmeraldas e nos últimos dias a polícia local esteve na residência de Bruno à procura de pistas e evidências que pudessem ajudar na investigação.

Em outubro do ano passado, Eliza prestou queixa em uma delegacia do Rio de Janeiro contra o goleiro, alegando que tinha sido sequestrada, agredida e obrigada a tomar medicamentos abortivos.

Um exame de urina da modelo só foi analisado pela polícia técnica na semana passada, oito meses após a denúncia.

O primeiro exame detectou a presença de substâncias abortivas na amostra, mas a polícia destacou que a combinação de fumo e cerveja poderia acusar a presença das mesmas substâncias.

Um exame de contraprova foi solicitado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o resultado divulgado nesta terça-feira acusou a presença de piperitina, que pode ser encontrada em alguns chás abortivos.

O resultado, no entanto, descartou a presença de calmantes e sedativos, contrariando o que havia denunciado Eliza em outubro do ano passado.

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