7 de Julho de 2010 / às 20:43 / 7 anos atrás

Goleiro Bruno, do Flamengo, se entrega à polícia no Rio

<p>O goleiro Bruno do Flamengo &eacute; acompanhado pela pol&iacute;cia ao chegar em delegacia do Rio de Janeiro. Bruno se entregou &agrave; pol&iacute;cia nesta quarta-feira e dever&aacute; ser indiciado como mentor do desaparecimento de sua ex-namorada. 07/07/2010 REUTERS/Luiza Garcia</p>

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O goleiro Bruno, do Flamengo, se entregou à polícia nesta quarta-feira no Rio de Janeiro e deverá ser indiciado como mentor e mandante do desaparecimento de sua ex-namorada Eliza Samudio, disse o delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios.

O jogador se apresentou à Polinter, no bairro do Andaraí, na zona norte do Rio, no final da tarde, e foi transferido para a delegacia de homicídios, na Barra da Tijuca, onde está sendo interrogado.

Na chegada à delegacia, dezenas de pessoas hostilizaram o goleiro, chamando-o de “bandido” e “assassino”. Um cordão de isolamento foi montado por carros e policiais para evitar o contato do jogador com os populares. Bruno teve que ser cercado por policiais para entrar na delegacia.

“A cara dele estava de dar pena. Muito apavorado e parecia que queria chorar”, disse um policial que conduziu o atleta durante o trajeto.

Luiz Henrique Romão, conhecido como “Macarrão”, também se entregou. Ele é amigo do goleiro e acusado de envolvimento no caso.

“Pode ser que depois do interrogatório eles sigam para Minas Gerais, onde foi aberto o primeiro inquérito. Tudo isso vai depender de negociações e conversas com a polícia de Minas”, disse uma fonte policial à Reuters.

Agentes das polícias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais estão na cidade mineira de Vespasiano em busca do corpo de Eliza.

O local foi indicado por um menor de 17 anos, primo de Bruno, que foi até Minas Gerais para auxiliar nas investigações.

A prisão temporária do jogador e de Romão foi pedida pelo Ministério Público do Rio após o depoimento do menor, que teria contado detalhes sobre o desaparecimento da ex-namorada de Bruno.

Eliza afirmara ter tido um filho, fruto de um relacionamento com o goleiro do Flamengo.

O adolescente foi levado pela polícia na terça-feira após ser encontrado na casa do goleiro, depois que um tio dele revelou o envolvimento do sobrinho no sumiço de Eliza.

No depoimento, o menor contou que ele e Romão sequestraram Eliza no Rio de Janeiro e a levaram em um carro de Bruno para Minas Gerais, onde o jogador tem um sítio.

Segundo os investigadores que acompanharam o depoimento, o rapaz relatou que deu uma coronhada em Eliza, provocando sangramento. Ele afirmou que ela foi morta, mas que o golpe com o revólver não teria sido o motivo da morte.

O adolescente negou qualquer envolvimento de Bruno no caso.

Exame de DNA feito no sangue encontrado na caminhonete do jogador confirmou que quatro das cinco amostras coletadas eram de Elisa.

QUEIXA EM OUTUBRO

Em outubro do ano passado, Eliza prestou queixa em uma delegacia do Rio de Janeiro contra o goleiro, alegando que tinha sido sequestrada, agredida e obrigada a tomar medicamentos abortivos.

Por este caso, o Ministério Público do Estado do Rio denunciou Bruno e Romão pelos crimes de sequestro, cárcere privado e de lesão corporal.

A denúncia, acompanhada de pedido de prisão preventiva contra ambos, foi subscrita pelo promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça. Segundo ele, os dois sequestraram Eliza, que estava grávida, e tentaram forçá-la a abortar.

Um exame de urina da modelo só foi analisado pela polícia técnica na semana passada, oito meses após a denúncia.

O primeiro exame detectou a presença de substâncias abortivas na amostra, mas a polícia destacou que a combinação de fumo e cerveja poderia acusar a presença das mesmas substâncias.

Um exame de contraprova foi solicitado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o resultado divulgado na terça-feira acusou a presença de piperitina, que pode ser encontrada em alguns chás abortivos.

O resultado, no entanto, descartou a presença de calmantes e sedativos, contrariando o que havia denunciado Eliza em outubro do ano passado.

A mulher de Bruno, Dayane Rodrigues, também teve prisão decretada pela Justiça fluminense e foi detida nesta manhã em Belo Horizonte.

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