Bruno estava em lugar onde Eliza teria sido morta, diz delegado

quinta-feira, 8 de julho de 2010 15:14 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A polícia de Minas Gerais disse que o goleiro Bruno, que nesta quinta-feira teve suspenso seu contrato com o Flamengo, estava no local onde, segundo os policiais, a ex-namorada do atleta Eliza Samudio teria sido morta na região metropolitana de Belo Horizonte.

"Bruno estava lá, estava dentro da casa", disse o chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil em Minas Gerais, Edson Moreira, em entrevista coletiva.

"(Ele) viu a mulher (Eliza) com a cabeça toda estourada. Acompanhou, segundo testemunhas, a levada de Eliza para o sacrifício, para a morte", acrescentou.

Eliza recentemente deu à luz um filho que alegava ser fruto de um relacionamento com Bruno. Ela teria sofrido golpes de coronhada na cabeça quando era levada por um adolescente e um amigo de Bruno do Rio de Janeiro para Minas Gerais.

De acordo com a polícia mineira, informações obtidas no depoimento de testemunhas como Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, e o adolescente, que também teria acompanhado o assassinato, dão conta de que Eliza teria sido levada à casa de um ex-policial civil identificado pela polícia mineira como Marcos Aparecido dos Santos.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a ex-namorada de Bruno teria sido assassinada pelo ex-policial, também conhecido pelos apelidos de "Bola" e "Paulista". "Ele é o responsável pela execução, morte e desaparecimento do corpo de Eliza", disse Edson Moreira, que mostrou uma foto do ex-polcial civil aos jornalistas.

Segundo Wagner Pinto, delegado de homicídios de Minas Gerais, o menor de idade contou aos policiais como teria sido "a mecânica do crime".

O delegado disse aos jornalistas que o menor contou que foi junto com Luiz Henrique Romão, amigo e funcionário de Bruno também conhecido como Macarrão, à residência de Marcos.

"Ele (o menor) explicou como as mãos (de Eliza) foram atadas com corda. Esse indivíduo (Marcos) entrou nas costas dela, fez o estrangulamento com o braço, prendeu ela com as pernas para que ela não se movimentasse para matá-la", disse o delegado Wagner Pinto.   Continuação...