Bruno estava em lugar onde Eliza teria sido morta, diz delegado

quinta-feira, 8 de julho de 2010 18:47 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A polícia de Minas Gerais disse que o goleiro Bruno, que nesta quinta-feira teve suspenso seu contrato com o Flamengo, estava no local onde, segundo os policiais, a ex-namorada do atleta Eliza Samudio teria sido morta na região metropolitana de Belo Horizonte.

"Bruno estava lá, estava dentro da casa", disse o chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil em Minas Gerais, Edson Moreira, em entrevista coletiva.

"(Ele) viu a mulher (Eliza) com a cabeça toda estourada. Acompanhou, segundo testemunhas, a levada de Eliza para o sacrifício, para a morte", acrescentou.

Bruno e Luiz Henrique Romão, amigo e funcionário do jogador e também conhecido como Macarrão, acusados pela polícia de envolvimento no desaparecimento e suposto assassinato de Eliza foram transferidos nesta quinta para o presídio de Bangu 2, no Rio de Janeiro.

De lá, serão transferidos para Minas Gerais, após decisão da Justiça, informou a delegada Ana Maria Santos, da Polícia Militar de MG.

Eliza recentemente deu à luz um filho que alegava ser fruto de um relacionamento com Bruno. Ela teria sofrido golpes de coronhada na cabeça quando era levada por um adolescente e um amigo de Bruno do Rio de Janeiro para Minas Gerais.

De acordo com a polícia mineira, informações obtidas no depoimento de testemunhas como Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, e o adolescente, que também teria acompanhado o assassinato, dão conta de que Eliza teria sido levada à casa de um ex-policial civil identificado pela polícia mineira como Marcos Aparecido dos Santos.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a ex-namorada de Bruno teria sido assassinada pelo ex-policial, também conhecido pelos apelidos de "Bola" e "Paulista". "Ele é o responsável pela execução, morte e desaparecimento do corpo de Eliza", disse Edson Moreira, que mostrou uma foto do ex-polcial civil aos jornalistas.

"MECÂNICA DO CRIME"   Continuação...

 
<p>Goleiro Bruno, do Flamengo, &eacute; levado &agrave; delegacia de homic&iacute;dios no Rio de Janeiro: segundo delegado, ele estava em lugar onde Eliza teria sido morta. REUTERS/Luiza Garcia</p>