Casillas rejeita apelido de "santo" na véspera de decisão

sábado, 10 de julho de 2010 16:44 BRT
 

Por Iain Rogers

POTCHEFSTROOM, África do Sul (Reuters) - Iker Casillas não aprova o apelido de "Santo Iker", embora suas frequentes defesas milagrosas para seu clube e país tenham lhe garantido a adoração de torcedores e colegas de time.

O capitão da Espanha de 29 anos já disputou 110 partidas por seu país, somente 16 a menos que do recordista de todos os tempos, o também goleiro Andoni Zubizarreta, liderando a seleção à glória na Euro 2008 e à primeira final de uma Copa do Mundo.

Vista anteriormente como 'amarelona' em grandes torneios, a Espanha teve de esperar 44 anos para quebrar sua série sem troféus ao derrotar a Alemanha por 1 x 0 para conquistar seu segundo título europeu em Viena, em 2008.

Nas quartas de final contra a campeã mundial Itália, Casillas foi creditado com aquilo que passou a ser visto como o ponto de mudança na sorte do futebol espanhol.

Quando o jogo foi para os pênaltis depois do empate em 0 x 0 após 120 minutos, muitos torcedores temiam por mais uma amarga decepção.

Mas Casillas defendeu os pênaltis de Daniele De Rossi e Antonio Di Natale e as celebrações foram do tamanho daquela que é esperada para domingo caso a Espanha vença a Holanda no Soccer City, em Johanesburgo.

Chegando na Copa do Mundo, Casillas esteve sob fogo por sua temporada às vezes irregular no Real Madrid, mas salvou outro pênalti crucial nas quartas de final contra o Paraguai, na semana passada.

A maneira como seus companheiros de equipe correram pelo campo para celebrar com ele ao apito final foi prova de respeito e afeição que têm por ele.   Continuação...