Fora de campo, quem ganhou e quem perdeu no Mundial

segunda-feira, 12 de julho de 2010 19:41 BRT
 

JOHANESBURGO (Reuters) - Fora dos gramados também houve quem saísse ganhando ou perdendo na Copa do Mundo da África do Sul.

GANHARAM

FIFA - A entidade que domina o futebol claramente saiu ganhando, em grande parte graças à venda de direitos de TV, mas sem abrir mão de outras fontes. O faturamento da Fifa em 2009 pela primeira vez chegou a 1 bilhão de dólares. Entre o começo de 2007 e o final de 2009, os direitos de marketing e TV relacionados à Copa chegaram a quase 2,6 bilhões de dólares, segundo a Fifa. Os resultados financeiros do torneio propriamente dito ainda não foram estimados.

ÁFRICA DO SUL - O país calou a boca dos catastrofistas que alertavam para um sem-número de fatores - criminalidade, distúrbios, cobras venenosas ou estádios incompletos. O torneio transcorreu num clima tranquilo e cordial, com poucos incidentes. Torcedores do mundo todo se mostraram impressionados com o que viram.

JACOB ZUMA - O presidente da África do Sul foi um anfitrião perfeito, capaz de apresentar o melhor do seu país ao mundo. Ao menos durante o torneio, conseguiu deixar de lado os escândalos envolvendo sua vida pessoal e as disputas dentro do seu partido, o CNA.

ELETRICITÁRIOS - Depois de ameaçarem uma greve em plena Copa, os funcionários da Eskom, principal empresa elétrica do país, conseguiram um aumento salarial de nove por cento, praticamente o dobro da inflação no ano anterior.

FABRICANTES DE VUVUZELAS - Jogadores e espectadores de TV do mundo todo odeiam essas ruidosas cornetas de plástico, mas para os fabricantes a Copa foi uma maravilha. A África do Sul não se beneficia da barulheira, já que 90 por cento das vuvuzelas são chinesas. A fábrica de plásticos Ninghai Jiying, de Ningbo, chegou a produzir 250 mil por dia.

PERDERAM

ANFITRIÕES AMBICIOSOS - Milhares de sul-africanos que esperavam ganhar uma bolada alugando suas casas a preços inflacionados durante a Copa acabaram de mãos vazias, já que o número de turistas estrangeiros ficou muito aquém do previsto. Houve quem investisse as economias para reformar suas casas, à espera de hóspedes que nunca apareceram.   Continuação...