Governo anuncia medidas para agilizar obras para a Copa

segunda-feira, 19 de julho de 2010 15:34 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira um pacote que inclui verbas para portos e aeroportos e revisa os limites de endividamento dos municípios. O objetivo é agilizar as obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Brasil.

O presidente aproveitou o evento para rebater as críticas de que as obras para a Copa do Mundo estariam atrasadas. Segundo ele, o Brasil seguiu de forma correta o ritual de escolha das cidades que receberão partidas do Mundial.

"As pessoas ficam querendo que a gente coma o mingau antes de ele ficar pronto. Esta medida que assinamos hoje significa que o mingau está pronto. Agora a gente pode comer o mingau", disse Lula na solenidade.

O governo federal destinará 740 milhões de reais aos portos de Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Santos, Rio de Janeiro e Manaus. Outros 5,5 bilhões de reais serão investidos nos aeroportos de Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Guarulhos (SP) e Viracopos (Campinas, SP).

O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, destacou que os investimentos no setor prepararão os terminais portuários para a permanência de navios de passageiros nas cidades.

"Certamente servirá de alternativa à escassez de hoteis", comentou.

Num discurso para uma plateia que incluiu o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o presidente do São Paulo Futebol Clube, Juvenal Juvêncio, Lula também criticou o governo de São Paulo, dirigido pelo PSDB, pela indefinição sobre o estádio que o Estado oferecerá para o Mundial.

"Sinceramente, não consigo imaginar uma Copa do Mundo no Brasil sem ter São Paulo como um dos cantinhos em que os atletas vão poder jogar bola", destacou Lula.

No mês passado, a Fifa e o comitê organizador local da Copa de 2014, presidido por Teixeira, anunciaram a exclusão do estádio do Morumbi da competição, sob a justificativa de que não foram apresentadas as garantias financeiras para a realização da reforma no estádio, de propriedade do São Paulo.   Continuação...

 
<p>Presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, vice-presidente Jos&eacute; Alencar e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, conversam durante cerim&ocirc;nia em Bras&iacute;lia de pacote para obras da Copa de 2014. REUTERS/Ricardo Moraes</p>