AFA define futuro da Maradona na semana que vem

terça-feira, 20 de julho de 2010 19:16 BRT
 

BUENOS AIRES (Reuters) - O futuro de Diego Maradona como treinador da seleção argentina será definido depois de uma reunião na próxima segunda-feira, disse o presidente da Associação Argentina de Futebol, Julio Grondona, nesta terça-feira.

Grondona e Maradona deveriam se reunir nesta semana, mas Maradona, conhecido por suas posições esquerdistas, acabou fazendo uma inesperada viagem à Venezuela para ser recebido pelo presidente socialista Hugo Chávez.

"Comuniquei-me com Diego para me reunir com ele na segunda-feira, essa é a única verdade", disse Grondona à agência de notícias Telam, desmentindo rumores da imprensa de que Maradona já havia acertado sua permanência na seleção até a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Desde que voltou da África do Sul, onde a Argentina foi eliminada nas quartas de final da Copa, Maradona se manteve recluso na sua luxuosa casa nos arredores de Buenos Aires.

Na terça-feira, a imprensa local relatou que Grondona ficou "desencantado" com Maradona por causa da sua recusa em atender os seus telefonemas e por ter viajado à Venezuela antes de acertar sua situação com a AFA.

Falando num evento transmitido pela TV, Chávez confirmou que iria receber Maradona na terça-feira.

Na reunião com Grondona, Maradona deve apresentar um balanço da sua gestão e um projeto para o futuro, a serem levados em conta pelo comitê-executivo da AFA na sua decisão de manter ou não o ex-craque como técnico.

Em 27 de julho, o treinador da seleção -- seja ele quem for -- deverá convocar o time para o amistoso de 11 de agosto contra a Irlanda em Dublin.

A imprensa local diz que em setembro a Argentina enfrentará a Espanha, campeã mundial, em Los Angeles, e em 17 de novembro jogaria contra o Brasil no Catar. A AFA não confirmou esses amistosos.

(Por Luis Ampuero, com reportagem de Alexandra Valencia em Caracas)

 
<p>T&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o argentina, Diego Maradona, ter&aacute; seu futuro decidido na semana que vem. REUTERS/Marcos Brindicci</p>