25 de Julho de 2010 / às 16:19 / 7 anos atrás

Federação de futebol do Iraque adia eleição para presidente

<p>Trof&eacute;u da Copa da &Aacute;sia de 2007 ao lado do presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Iraquiana de Futebol, Hussein Saeed, em confer&ecirc;ncia eleitoral em Arbil, Iraque. O Iraque n&atilde;o conseguiu neste domingo eleger o novo presidente da sua federa&ccedil;&atilde;o de futebol pela segunda vez consecutiva. 25/07/2010 REUTERS/Azad Lashkari</p>

Por Muhanad Mohammed

ARBIL, Iraque (Reuters) - O Iraque não conseguiu neste domingo eleger o novo presidente da sua federação de futebol pela segunda vez consecutiva, o que aumenta o risco de o país receber sanções da Fifa.

Discussões políticas paralisaram a federação, que conta com várias subdivisões internas após sete anos da invasão liderada pelos Estados Unidos no país e três anos após um time do Iraque com jogadores de várias etnias ter vencido a Copa da Ásia.

“Nós não conseguimos realizar a votação por falta de quorum e pedimos à Fifa um adiamento até que as condições melhorem”, disse a jornalistas o atual presidente da instituição, Hussain Saeed.

A Fifa demanda que os governos dos países não interfiram nas federações nacionais de futebol e já suspendeu o Iraque duas vezes, mas acabou com o banimento em março último quando a federação concordou com a programação que previa novas eleições.

O governo do primeiro ministro xiita Nuri al-Maliki está tentando retirar funcionários com altos cargos que tenham relações com o antigo governo sunita de Saddam Hussein.

Hussain Saeed, que teve cargo de direção no comitê olímpico do país controlado por Uday Hussein, filho de Saddam, enfrenta como adversário Falah Hassan, candidato do governo xiita. Ambos são ex-jogadores da seleção iraquiana.

A federação deveria escolher um novo presidente neste domingo, mas a votação foi cancelada pela segunda vez após apenas 25 delegados aparecerem para votar em Arbil, local que a Fifa escolheu alegando questões de segurança. A votação marcada para o sábado passado também foi abandonada por falta de quorum.

A maior parte dos delegados ficou em Bagdá, onde o governo queria que as eleições acontecessem para demonstrar melhoria nas condições de segurança desde o auge da guerra em 2006 e 2007.

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