28 de Julho de 2010 / às 12:44 / 7 anos atrás

Marcada por polêmicas, era de Maradona na seleção chega ao fim

<p>O ciclo de Maradona na sele&ccedil;&atilde;o ficou marcado pela pol&ecirc;mica com os dirigentes da AFA e a imprensa. 28/07/2010Enrique Marcarian</p>

Por Luis Ampuero

BUENOS AIRES (Reuters) - O sonho de Diego Armando Maradona de repetir como técnico a glória que obteve como capitão da seleção argentina terminou da pior maneira, quando a federação local decidiu não renovar seu contrato depois de uma etapa marcada por polêmicas.

A Associação de Futebol Argentino (AFA) decidiu na terça-feira não renovar o contrato que manteve Maradona durante quase dois anos como técnico da seleção "albiceleste".

No dia 4 de novembro de 2008, Maradona assinou seu contrato até julho de 2010, um acordo que seria a última parada de um sonho não-concluído, ao menos por enquanto.

Sua chegada gerou um grande entusiasmo entre os torcedores e jogadores, justo quando a equipe passava por um péssimo momento na eliminatória sul-americana depois da renúncia do técnico Alfio Basile.

O ciclo de Maradona na seleção ficou marcado pela polêmica com os dirigentes da AFA e a imprensa durante quase dois anos, nos quais a "albiceleste" quase não teve um momento de paz.

Os 24 jogos que dirigiu, com 18 vitórias e seis derrotas, apenas marcaram uma estatística que teve mais sintomas emocionais que funcionais.

Desde sua chegada, Maradona convocou 104 jogadores -- coisa que nenhum técnico havia feito antes -, elegendo 23 deles para disputar o Mundial na África do Sul, onde a equipe foi eliminada pela Alemanha. A grande quantidade de convocações pareceu ser sintoma de um plano pouco definido.

Seu primeiro jogo amistoso contra a Escócia em 19 de novembro de 2008 marcou um bom começo para a Argentina ao vencer por 1 x 0 em Glasgow com um gol de Maximiliano Rodríguez.

Durante a comemoração deste triunfo, sofreu seu primeiro revés quando o talentoso meio-campista Juan Román Riquelme se negou a jogar com a seleção por "falta de códigos" de Maradona, em um caso em que nunca ficou claro o problema entre ambos.

Em sua primeira partida oficial à frente da equipe, Maradona conseguiu uma goleada de 4 x 0 sobre a Venezuela, mas depois viria a sofrer uma derrota histórica, 6 x 1 para a Bolívia, na qual o ex-jogador subestimou os bolivianos e os 3.600 de altitude de La Paz.

A imprensa local advertiu sobre a falta de identidade de jogo da equipe, em contraste ao forte ânimo que Maradona exercia para motivar seus jogadores, algo que finalmente não pareceu suficiente para que a equipe conseguisse o que todos os torcedores almejavam: ganhar a Copa do Mundo pela terceira vez.

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