Maradona critica Bilardo e AFA após deixar seleção argentina

quarta-feira, 28 de julho de 2010 20:37 BRT
 

Por Luis Ampuero

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona disse nesta quarta-feira que foi traído pelo diretor Carlos Bilardo e pela Associação de Futebol Argentino (AFA), horas depois de tornada oficial sua saída do cargo de técnico da seleção.

Na terça-feira, a AFA decidiu que Maradona não seguiria na função que assumiu há quase dois anos. O presidente da AFA, Julio Grondona, disse a Maradona que era necessário mudar alguns integrantes de sua comissão técnica, o que o ex-capitão não aceitou.

"Grondona mentiu para mim ... Bilardo me traiu", disse Maradona, que leu um comunicado e não aceitou perguntas dos jornalistas.

"Grondona no vestiário, logo após a eliminação na África do Sul, me disse diante de todos os jogadores que estava muito contente com o trabalho realizado e que queria que eu continuasse", afirmou o ex-treinador, que se mostrou muito calmo enquanto lia o comunicado.

Mas Maradona deixou claro que, em sua opinião, as coisas começaram a mudar depois de sua volta ao país.

"Na volta à Argentina as coisas começaram a enlamear-se e em cinco minutos de reunião na segunda-feira (com Grondona), me disse que queria que eu seguisse mas que sete (integrantes) da minha comissão técnica não deveriam continuar ... quando disse isto estava dizendo que eu não seguisse (dirigindo o time)", comentou.

Maradona foi ainda mais duro com Bilardo, que comandou a seleção da Argentina ao título mundial de 1986 no México.

Bilardo chegou junto a Maradona para liderar um novo ciclo na seleção após a saída de Alfio Basile.   Continuação...

 
<p>Ex-t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o argentina, Diego Maradona, l&ecirc; comunicado &agrave; imprensa em Buenos Aires. Maradona disse nesta quarta-feira que foi tra&iacute;do pelo diretor Carlos Bilardo e pela Associa&ccedil;&atilde;o de Futebol Argentino (AFA), horas depois de tornada oficial sua sa&iacute;da do cargo de t&eacute;cnico da sele&ccedil;&atilde;o. 28/07/2010 REUTERS/Enrique Marcarian</p>