Cabañas depõe no Paraguai e não reconhece agressor

segunda-feira, 2 de agosto de 2010 14:28 BRT
 

ASSUNÇÃO (Reuters) - O jogador paraguaio Salvador Cabañas não conseguiu reconhecer o rosto de seu agressor, mas pediu justiça em seu caso, após depor diante de um juiz no Paraguai sobre o incidente em que levou um tiro na cabeça num bar do México.

Cabañas, que jogava pela seleção do Paraguai e o clube mexicano América, esteve à beira da morte em decorrência do tiro, que levou supostamente após uma discussão sobre futebol em um bar da capital do México no fim de janeiro.

O jogador foi chamado para prestar depoimento a um juiz paraguaio em resposta a uma solicitação da procuradoria da Cidade do México, que investiga o caso e enviou um questionário e representantes à audiência.

"Ele manifestou-se apenas com lembranças vagas de lugares, mas não reconheceu ninguém concretamente", disse a jornalistas o juiz Pedro Mayor Martínez após o depoimento, que durou cerca de duas horas.

Martínez disse que o jogador também não soube informar o motivo da agressão. "Ele solicita que se investigue, que se faça tudo o que tem que ser feito e o que o culpado seja encontrado e condenado."

As autoridades mexicanas ainda não capturaram José Jorge "JJ" Balderas, suposto autor do disparo, mas já prenderam sua parceira.

Cabañas chegou cedo à sede do Poder Judiciário em Assunção e, com um sorriso no rosto, caminhou lentamente pelos corredores, cercado por jornalistas, até a sala do juiz.

O jogador passou mais de um mês hospitalizado na capital mexicana após levar o disparo, e depois foi transferido à Argentina para ser submetido a um tratamento de reabilitação. Ele viaja frequentemente ao Paraguai, onde vivem seus pais.

(Reportagem de Daniela Desantis)

 
<p>Atacante paraguaio Salvador Caba&ntilde;as depois de receber homenagem do presidente do Congresso Nacional do pa&iacute;s em junho. Caba&ntilde;as n&atilde;o conseguiu reconhecer o rosto de seu agressor ap&oacute;s depor diante de um juiz sobre o incidente em que levou um tiro na cabe&ccedil;a num bar do M&eacute;xico. 15/06/2010 REUTERS/Jorge Adorno</p>