26 de Agosto de 2010 / às 19:51 / em 7 anos

Com 300 GPs,Barrichello diz que esse recorde Schumacher não terá

<p>Rubens Barrichello, da Williams, caminha no paddock de Spa Francorchamps na v&eacute;spera do GP da B&eacute;lgica de F&oacute;rmula 1. REUTERS/Francois Lenoir</p>

Por Alan Baldwin

SPA-FRANCORCHAMPS, Bélgica (Reuters) - Michael Schumacher pode desistir se está achando que um dia vai tirar de Rubens Barrichello o recorde de maior número de GPs disputados na Fórmula 1.

O brasileiro chega à marca de 300 corridas neste fim de semana na Bélgica, mais de dois anos depois de ter tirado o recorde de longevidade que pertencia a Riccardo Patrese, 256 GPs.

Schumacher, voltando à F1 aos 41 anos, após três de aposentadoria, fará sua 263a corrida, mas Barrichello disse nesta quinta-feira à Reuters que o heptacampeão, seu ex-colega da Ferrari, não irá ultrapassá-lo.

“Vou definitivamente correr enquanto ele correr”, riu Barrichello, de 38 anos, vestindo uma camiseta com um velocímetro superando a marca dos 300.

Para alguns, o fim da carreira acontece quando já não se tem mais esperança de ganhar o título mundial, ou o piloto perde o interesse de dar voltas nos circuitos.

Barrichello, que começou na categoria em 1993, pela Jordan, parece amar o automobilismo mais do que nunca. Chega a dizer que está em melhor forma física hoje do que há 18 anos.

“Mentalmente, estou provavelmente melhor do que a qualquer outro momento. Você tem o seu corpo se acostumando à Fórmula 1 também, e isso é parte do que eu digo... eu me sinto melhor hoje do que antes.”

Para se ter uma ideia da longevidade de Barrichello, o brasileiro já disputou mais de um terço -- 36 por cento, para ser exato -- das corridas desde o primeiro campeonato, em 1950 (nos primórdios, cada temporada tinha bem menos provas que hoje em dia).

Nenhum outro piloto passou tanto quanto ele com um carro da Fórmula 1 pela curvas Eau Rouge, em Spa (esta é a 18a vez dele aqui), nem pela praça do Cassino, em Mônaco, ou pela Parabólica, em Monza.

Depois de ganhar uma sobrevida na categoria pela Brawn, após a abrupta saída da Honda, não há prazo para ele pendurar o capacete. “Sou tão competitivo que não me imagino sem pilotar um carro”, disse Barrichello, que mesmo de férias no Brasil, neste mês, acordava de madrugada para continuar treinando pelo horário europeu.

“Minha esposa fica horrorizada. Ela acha que vou correr para sempre. Mas a sensação é essa mesmo. A última vez que eu acordei às 4h para ir para a academia, ela falou ‘Você está maluco’.”

Duas vezes vice-campeão, ambas atrás de Schumacher na Ferrari, Barrichello venceu nove GPs pela equipe italiana, e outros dois pela Brawn no ano passado. Diz não lamentar não ter sido campeão, mas afirma que ainda não desistiu totalmente.

Seu pior momento na carreira foi no GP de San Marino, em 1994, uma corrida marcada pelas mortes do austríaco Roland Ratzenberger e do seu amigo e mentor Ayrton Senna.

“É o que mais dói. Não ter o Senna foi duro... Foi o primeiro enterro ao qual eu fui também.”

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