Hamilton critica punição para pilotos por erros fora das pistas

sexta-feira, 10 de setembro de 2010 11:06 BRT
 

Por Alan Baldwin

MONZA, Itália (Reuters) - Os super-heróis da Fórmula 1 não deveriam ser punidos nas pistas de corrida se eles se comportam como meros mortais nas vias públicas, segundo o piloto Lewis Hamilton, da McLaren.

O órgão que congrega os dirigentes da Fórmula 1 anunciou nesta semana que pilotos devem agir como embaixadores do esporte e aqueles que cometerem sérios delitos no tráfego deveriam receber advertência ou terem suas licenças de corrida suspensas.

Hamilton, que recebeu uma multa de 500 dólares australianos neste ano por dirigir de forma imprudente em uma rua de Melbourne, na época do GP da Austrália, em março, disse que havia aprendido com os próprios erros, mas estava cauteloso sobre a emenda ao código esportivo internacional da FIA.

"Minha opinião eu provavelmente guardarei para mim mesmo. Será mais seguro assim", disse à Reuters o campeão mundial de 2008 e atual líder do campeonato, que está treinando para o GP da Itália.

"Jovens crianças nos veem como exemplo e de certa forma acham que somos quase como super-heróis, mas mesmo o Super-homem tem seus pontos fracos", disse o britânico.

"Eu contribuo o máximo que posso à segurança nas ruas, e mais e mais motoristas estão fazendo isso, o que está certo. Mas o que fazemos na nossa vida particular é nossa vida particular, e somos humanos ao final do dia.

"A FIA, ou quem quer que esteja fazendo as regras, também estará cometendo erros. Tenho certeza de que (o presidente da FIA), Jean Todt, já recebeu uma multa por exceder o limite de velocidade", acrescentou o piloto de 25 anos.

"Todos estamos cometendo erros e aprendendo em nossas vidas. Mas algumas pessoas receberem uma pena muito maior por um mesmo erro que os outros... deveria ser justo, igual para todos."

 
<p>Lewis Hamilton na primeira sess&atilde;o de treino do GP da It&aacute;lia. Os super-her&oacute;is da F&oacute;rmula 1 n&atilde;o deveriam ser punidos nas pistas de corrida se eles se comportam como meros mortais nas vias p&uacute;blicas, disse ele. 10/09/2010 REUTERS/Giampiero Sposito</p>