Ferrari mostra as garras, mas ainda há trabalho a fazer em Monza

sábado, 11 de setembro de 2010 14:07 BRT
 

Por Mark Meadows

MONZA, Itália (Reuters) - A festa das arquibancadas e de celebridades abafaram o usual barulho dos motores, neste sábado, depois que Fernando Alonso conquistou a pole position para a Ferrari em sua casa para o GP da Itália.

A conquista do espanhol, em sua primeira participação competitiva usando o icônico vermelho do time em seu próprio país, foi a primeira pole da escuderia em 31 provas desde o GP do Brasil em 2008.

Os torcedores teriam sido perdoados por pensar que haviam vencido o campeonato dada à comemoração que ocorreu no pitlane e a maneira como o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, continuamente socava o ar em deleite.

Alonso, quinto na classificação geral, mas ainda na briga pelo título, não tem a vitória dada como certa devido às especificidades do circuito de Monza e o fato de que apenas quatro das 13 provas até agora foram vencidas pelo piloto que largou na pole.

"Conhecemos Monza, sabemos o quanto o circuito exige da parte mecânica do carro, não é uma corrida fácil de se terminar", disse, durante a entrevista coletiva, o campeão de 2005 e 2006, que após conquistar a pole apontou um dedo para o capacete para mostrar quem é o chefe ao sair do carro.

Durante o treino, Montezemolo e John Elkann, herdeiro do império da Fiat, que controla a Ferrari, usaram os característicos fones de ouvido vermelhos enquanto ficaram atrás do chefe da equipe, Stefano Domenicali.

Se ter os grandes chefões por lá já não era pressão suficiente, o ator Hugh Grant e Flavio Briatore, ex-chefe da Renault na F1, também marcaram presença um dia depois que o técnico da seleção da Inglaterra, Fabio Capello, passou pela garagem da Ferrari.

Alonso conseguiu fazer seu trabalho apesar de todo burburinho, com seu companheiro de equipe, Felipe Massa, também ficando com o terceiro lugar no grid.   Continuação...

 
<p>Fernando Alonso comemora a conquista da pole position com o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo. 11/09/2010 REUTERS/ Giampiero Sposito</p>