Maradona diz que presidente argentina o quer de volta à seleção

sexta-feira, 24 de setembro de 2010 20:47 BRT
 

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona disse na sexta-feira que a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, quer que ele volte a dirigir a seleção, apesar do fracasso na Copa do Mundo da África do Sul.

Em sua primeira aparição pública em três meses, o ex-jogador disse ao canal Fox Sports que "daria a vida e um braço para voltar a ser o técnico da seleção" e que está disposto a prescindir de seus colaboradores se estes forem um obstáculo.

Maradona teve recentemente um encontro com a presidente e seu marido e antecessor, Néstor Kirchner.

"Kirchner me disse que estava um pouco bravo porque não foi tomada a decisão de renovar comigo (o contrato) e que eu tinha todo seu apoio (...) Além disso, me disse que ele e Cristina querem que eu volte a dirigir a seleção", afirmou Maradona, que deixou o cargo de treinador da equipe após a eliminação nas quartas de final do Mundial contra a Alemanha.

Maradona comandou a seleção argentina desde novembro de 2008 até a histórica goleada por 4 x 0 diante dos alemães.

O presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, propôs a Maradona seguir no cargo, mas sem sua comissão técnica, integrada por Alejandro Mancuso e Héctor Enrique.

Posteriormente, Maradona anunciou que, nessas condições, não dirigiria o time e acusou o diretor esportivo de seleções Carlos Bilardo de "traidor" e Grondona de "mentiroso".

Seu lugar foi ocupado interinamente por Sergio Batista, que comandou dois amistosos e venceu a Irlanda por 1 x 0, em Dublin, e o campeão mundial Espanha por 4 x 1 em Buenos Aires.

No fim do ano, a AFA decidirá se Batista continuará ou não no comando da seleção argentina.

"Daria minha vida para ser o técnico da seleção, creio que tenho uma possibilidade", disse Maradona.

(Reportagem de Luis Ampuero)