Bases militares vão desafogar aeroportos durante Copa, diz Jobim

sexta-feira, 15 de outubro de 2010 17:39 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Preocupado com a situação dos aeroportos do país diante da perspectiva de aumento no fluxo de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014, o governo está preparando um pacote de medidas para atender à demanda, que inclui a utilização de bases aéreas militares para receber seleções e autoridades estrangeiras.

Os planos, informados nesta sexta-feira pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, compreendem ainda o uso de aeroportos secundários como local para estacionamento de aeronaves que chegarão ao país, assim como a reprogramação de voos fretados para horários de menor tráfego e a aquisição de equipamentos para operação em dias de pouca visibilidade.

"Uma dessas ideias veio da experiência na África do Sul, que era ter áreas especiais para a chegada das delegações e também das autoridades estrangeiras", disse Jobim a jornalistas em evento na Escola Naval.

"É muito mais fácil utilizar as bases aéreas, porque a gente desembaraça o desembarque com mais rapidez. Isso evita um acúmulo e o transtorno", acrescentou.

A questão dos aeroportos é uma das principais preocupações dos organizadores da Copa do Mundo e das próprias companhias aéreas para o sucesso do Mundial no Brasil. Segundo especialistas, a capacidade dos aeroportos do país encerrou 2009 em 126 milhões de passageiros, com uma demanda de 111 milhões. Em 2014, o fluxo deverá alcançar os 146 milhões.

Um estudo recente da consultoria McKinsey aponta que das 12 cidades-sede da Copa, apenas quatro não têm aeroportos com saturação em pátio ou terminal de passageiros atualmente.

Segundo Jobim, um estudo sobre a situação do setor está sendo preparado levando em conta o crescimento atual da demanda doméstica e da específica gerada pela Copa, que terá como centro o mês de julho de 2014.

"Estamos estudando o problema para ter uma capacidade de atendimento de 100 por cento, mas queremos usar 90 por cento para ter uma reserva de contingência", afirmou o ministro.

Entre as medidas estudadas está concentrar os voos fretados, utilizados com frequência por agências de turismo durante a Copa do Mundo, fora dos horários de pico dos aeroportos.   Continuação...