Fifa pede investigação rápida em caso de venda de votos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 16:35 BRST
 

ZURIQUE (Reuters) - A Fifa iniciou nesta segunda-feira uma investigação oficial para apurar as denúncias de que dois membros de seu comitê executivo teriam oferecido vender seus votos na disputa pela organização da Copa do Mundo de 2018.

"A Fifa abriu procedimentos contra dois de seus atuais membros do comitê executivo para apurar se eles violaram o código de ética", informou a Fifa em comunicado.

"(A Fifa) pediu ao presidente do comitê de ética que aja sem demora para tomar todos os passos possíveis, incluindo a possibilidade de medidas provisórias... As investigações também estão em andamento com relação a outros dirigentes da Fifa que podem estar envolvidos no tema em questão."

O jornal inglês Sunday Times disse no fim de semana que o vice-presidente da Fifa Reynald Temarii, do Taiti, e o nigeriano Amos Adamu -- ambos membros do comitê- executivo da Fifa -- ofereceram vender seus votos quando abordados por repórteres disfarçados como lobistas de um consórcio norte-americano.

Segundo o jornal, uma gravação mostra Adamu pedindo 500 mil libras (800 mil dólares) para um projeto pessoal, enquanto Temarii pediu ao repórter disfarçado 2 milhões de dólares para financiar uma academia esportiva na sede da Confederação de Futebol da Oceania, da qual é presidente.

A Fifa vai decidir no dia 2 de dezembro, em Zurique, as sedes do Mundial de 2018 e de 2022. As escolhas serão feitas pelos 24 integrantes do comitê-executivo da entidade.

Inglaterra, Rússia, Portugal/Espanha e Bélgica/Holanda disputam o direito de organizar a Copa de 2018. Os candidatos por 2022 são EUA, Japão, Coreia do Sul, Catar e Austrália.

(Reportagem de Brian Homewood)

 
<p>Foto de arquivo do presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante entrevisa coletiva em Cingapura. 11/08/2010 REUTERS/Vivek Prakash</p>