Fifa deveria adiar votação de sedes da Copa, diz ex-executivo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010 11:30 BRST
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM (Reuters) - A Fifa deveria adiar a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022 depois das alegações sobre venda de votos, disse um ex-membro do comitê executivo da entidade nesta quarta-feira.

Gerhard Mayer-Vorfelder, ex-chefe da Federação Alemã de Futebol (DFB), foi um membro altamente influente no comitê executivo até 2007 e é atual membro do comitê de status de jogadores da Fifa.

Apesar de não participar da votação no dia 2 de dezembro quando os países-sede das Copas do Mundo serão decididos, ele disse que seria complicado decidir até que seja realizada uma investigação para elucidar completamente o caso.

"A escolha (dos países que sediarão as Copas do Mundo) deveria ser adiada até que a questão seja esclarecida, de forma negativa ou positiva", disse ele à revista Sport Bild. "Quatro semanas não fará uma diferença muito grande."

"O comitê executivo não é um bando de pessoas corruptas. Simplesmente, algumas pessoas fizeram escolhas erradas", disse Mayer-Vorfelder, que dirigiu a DFB entre 2001 e 2006 e ainda está ativo em círculos da Fifa.

Outras fontes da Fifa disseram à Reuters que esperam uma votação no dia 2 de dezembro, conforme planejado, e segundo elas, a Fifa não indicou que pretende mudar a data.

Na semana passada, dois membros do comitê executivo da Fifa foram suspensos temporariamente sob suspeita de venderem seus votos para a escolha dos anfitriões para os dois Mundiais.

O nigeriano Amos Adamu e o taitiano Reynald Temarii foram banidos de todas as atividades relacionadas ao futebol por 30 dias enquanto a comissão de ética da Fifa investiga as alegações de que teriam oferecido vender seus votos a jornalistas do Sunday Times disfarçados como representantes do consórcio norte-americano.

A votação da Fifa está programada para o dia 2 de dezembro em Zurique, e poderá ser realizada por 22 dos 24 membros do comitê executivo, na ausência de Adamu e Temarii, que foram banidos da votação.