Uefa vai processar dirigente que acusou fraude na Euro 2012

quinta-feira, 28 de outubro de 2010 13:02 BRST
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - A Uefa vai processar uma autoridade cipriota que afirmou ter evidências de corrupção na decisão de dar à Polônia e Ucrânia a sede da Eurocopa de 2012.

"Estamos em processo de abrir procedimentos legais contra ele, para proteger a imagem corporativa da Uefa e também forçá-lo a mostrar qual evidência ele tem", afirmou o porta-voz da Uefa, Rob Faulkner.

A Uefa estabeleceu um prazo a Spyros Marangos, um ex-membro do comitê executivo da Uefa, para que ele mostrasse as provas que embasavam suas acusações. O período se encerrou nesta quarta-feira, e Faulkner confirmou que o dirigente não entregou as evidências.

"Ele afirmou que era um prazo muito curto para viajar à Suíça e queria que fôssemos para lá (Chipre)", disse o porta-voz.

O respeitado jornal alemão Suddeutsche Zeitung informou que Marangos confirmou ter a posse de provas de que alguns representantes da Uefa foram corrompidos no processo de candidatura, em 2007, quando a Itália e uma proposta conjunta de Hungria e Croácia foram rejeitadas.

Os processos de candidatura para torneios de futebol passaram por investigação recente, e a Fifa suspendeu provisoriamente dois membros de seu comitê executivo que estavam sob suspeita de vender seus votos para escolher as sedes das Copas do mundo de 2018 e 2022.

Autoridades ucranianas e polonesas descartaram as acusações, estes últimos classificando as alegações de Marangos como difamação.