29 de Outubro de 2010 / às 14:59 / em 7 anos

ENTREVISTA-Bruno Senna estreia no Brasil com meta modesta

Por Tatiana Ramil

<p>Foto de arquivo do piloto brasileiro da HRT Bruno Senna. REUTERS/Mick Tsikas</p>

SÃO PAULO (Reuters) - Bruno Senna sonhava em disputar seu primeiro Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 com um carro competitivo. Mas a realidade é outra, e um 13o lugar em Interlagos seria uma “ótimo estreia”.

O brasileiro da Hispania Racing, que negocia com outras escuderias para permanecer na categoria em 2011, teve uma temporada de estreia cheia de percalços com a equipe novata e chega à penúltima prova do ano, no dia 7 de novembro, com objetivos modestos.

“Seria ótimo poder lutar por posições melhores. Claro que em outras viagens hipotéticas de quando ainda estava em outras categorias, eu esperava poder estar num carro competitivo quando estivesse no GP Brasil pela primeira vez, mas este ano eu sabia que ia ser complicado”, disse o sobrinho do tricampeão Ayrton Senna em entrevista à Reuters.

“Estar na frente das outras equipes novas é o objetivo. A gente teve agora dois finais de semana seguidos que estivemos em 15o e 14o, que foram os melhores resultados do ano. Se puder consolidar resultados deste tipo, ou melhorar, 13o, seria uma ótima estreia no GP do Brasil para mim.”

Bruno Senna espera uma recepção calorosa da torcida brasileira e que ela esteja ciente das limitações de sua equipe.

“Vai ser difícil conseguir obter um resultado expressivo, mas desde que todo mundo (torcida) esteja a par do que a gente é capaz de fazer em termos de ritmo e velocidade, espero poder ter uma primeira experiência boa em Interlagos”, afirmou o piloto de 27 anos.

“Em termos de energia vai ser a coisa mais especial do ano para mim... Espero que a torcida brasileira dê bastante energia boa e a gente consiga, com essa energia, ser carregado um pouco mais para frente”, acrescentou.

O circuito de Interlagos, que se acostumou a saudar Ayrton Senna, deverá ter um carinho especial com o sobrinho do ídolo.

Ayrton foi o último brasileiro campeão da F1, em 1991, e a torcida está carente de ídolos na categoria, embora Felipe Massa, da Ferrari, tenha vencido em casa em 2006 e 2008.

Bruno, que interrompeu a carreira após a morte do tio, em 1994, afirma estar acostumado com as comparações e com a expectativa sobre seu futuro na F1.

“Já estou correndo há quase seis anos e, apesar de a proporção ser muito maior na Fórmula 1, a cobrança, a expectativa é do mesmo tipo. Já aprendi a lidar com isso e sei bem como aceitar essas coisas”, afirmou.

CRESCIMENTO

As dificuldades da temporada de estreia começaram ainda antes de o campeonato começar, já que a novata Hispania não conseguiu fazer os testes de pré-temporada.

“A gente já começou um pouco atrasado, o que dificulta bastante o crescimento da equipe, tem muita coisa de desenvolvimento que você só consegue fazer durante testes”, explicou o piloto.

Porém, Bruno disse que o ano foi importante para seu crescimento profissional.

“Eu aprendi muita coisa, ganhei experiência em vários sentidos na Fórmula 1 e me deu oportunidade de lutar por uma vaga no ano que vem, então foi um ano que eu aprendi, cresci muito e está me dando a chance de estar na Fórmula 1 no ano que vem de novo.”

Bruno Senna admitiu que negocia com algumas equipes e está otimista com o futuro.

“Estamos conversando com outras equipes e estamos abrindo algumas portas que talvez não estivessem abertas... Estamos com bons prospectos”, finalizou.

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