Ecclestone afasta ameaça ao GP Brasil depois de assaltos

domingo, 7 de novembro de 2010 14:54 BRST
 

Por Alan Baldwin

SÃO PAULO (Reuters) - O todo-poderoso da Fórmula 1 Bernie Ecclestone afastou qualquer tipo de ameaça ao lugar do Brasil no calendário da categoria depois que o atual campeão mundial, Jenson Button, escapou de um assalto a mão armada e que um grupo de engenheiros não tiveram a mesma sorte.

O britânico de 80 anos, após a tentativa frustrada de assalto à mão armada a Button, que saiu ileso, no sábado, e depois que três engenheiros da Sauber foram roubados sob mira de armas do lado de fora do circuito de Interlagos, disse que jamais se sentiu ameaçado no Brasil.

"Venho aqui há mais de 40 anos, não apenas para a corrida", disse Ecclestone à Reuters, neste domingo. "Já corri na praia de manhã usando relógios e nunca fui assaltado, nunca vi alguém ser assaltado."

"Normalmente, na América ou em qualquer outro lugar onde você vá há pessoas sendo roubadas. Em Londres, é engraçado - surpreende em Oxford Street o número de pessoas que são assaltadas por hora lá", declarou ele, referindo-se à movimentada rua de comércio.

Ecclestone, que se meteu em uma controvérsia no ano passado ao sugerir que Adolf Hitler foi um homem que "fez as coisas acontecerem", disse que Button poderia ter se mantido longe dos problemas se tivesse se classificado em uma posição melhor no grid.

"Eles procuram por vítimas, procuram por alguém que pareça ser delicado e não muito inteligente", afirmou o bilionário, cuja namorada atual é brasileira.

"As pessoas que parecem um pouco delicadas ou simples, acabam se tornando alvos."

"Aqui, acho que eles acompanham o fim de semana de corrida pela TV e verificam quem não está entre os dez melhores e pensam 'bem, esses devem ser um pouco estúpidos, do contrário teriam ficado entre os dez, obviamente'. Então, eles acabam sendo vítimas."   Continuação...

 
<p>Chefe comercial da F&oacute;rmula 1, Bernie Ecclestone, acompanha treino de s&aacute;bado do Grande Pr&ecirc;mio Brasil de F&oacute;rmula 1 em Interlagos, no dia 6 de novembro de 2010. REUTERS/Paulo Whitaker</p>