FÓRMULA1-Derrotada, Ferrari briga com políticos italianos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010 17:18 BRST
 

Por Alan Baldwin

ABU DHABI (Reuters) - Os diretores da Ferrari reagiram na segunda-feira a políticos italianos que cobraram punições por causa dos erros que fizeram a equipe perder o Mundial de Pilotos da Fórmula 1.

Roberto Calderoli, ministro ligado ao partido direitista Liga Norte, havia dito que o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, deveria ser demitido por causa da "estratégia demente" que privou o espanhol Fernando Alonso do tricampeonato mundial.

"Quando o estadista Calderoli realizar na sua vida um por cento do que a Ferrari já fez por este país em termos de indústria e de esportes, aí ele merecerá uma resposta", declarou Montezemolo no site www.ferrari.com.

Piero Ferrari, filho do falecido Enzo Ferrari, fundador da marca, se disse "perplexo e entristecido" com declarações feitas por políticos após o GP de Abu Dhabi, onde Sebastian Vettel, da Red Bull, se sagrou campeão mundial.

"Nunca aconteceu em toda a minha vida na Ferrari que políticos interviessem durante bons ou maus momentos na nossa vida no automobilismo, e quero que continue assim", acrescentou.

"Mas se quisermos ver o quanto a Ferrari fez pela imagem da Itália mundo afora, então só posso dizer que (fez) definitivamente muito mais do que certos políticos."

Alonso, que chegou a Abu Dhabi como líder do Mundial, terminou a corrida em sétimo lugar, e acabou o campeonato quatro pontos atrás de Vettel.

Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, admitiu que a equipe cometeu um erro estratégico ao antecipar o pit-stop de Alonso, logo após o de Mark Webber, da Red Bull. Webber saiu na frente, e Alonso acabou retido atrás de outros pilotos que também haviam parado.   Continuação...