Eto'o dá cabeçada em adversário e Inter perde mais uma

domingo, 21 de novembro de 2010 16:01 BRST
 

Por Mark Meadows

MILÃO (Reuters) - A crise na Inter de Milão aumentou neste domingo com a derrota por 2 x 1 contra o Chievo e o risco de perder o atacante Samuel Eto'o por um longo período de suspensão após o camaronês ter acertado um adversário com uma cabeçada à la Zinedine Zidane.

O presidente da Inter, Massimo Moratti, declarou apoio ao técnico Rafael Benítez depois da derrota no clássico contra o Milan, na semana passada, mas a segunda derrota consecutiva pode deixar o cargo do espanhol sob risco, já que os atuais campeões estão nove pontos atrás dos líderes.

Eto'o não foi punido pelo árbitro por conta da cabeçada, mas o atacante camaronês pode receber uma punição severa durante a semana. Com a bola rolando, a Inter só conseguiu marcar tarde demais, justamente com Eto'o, após Sergio Pellissier e Davide Moscardelli colocarem o Chievo na frente.

A vice-líder Lazio também se distanciou do líder Milan ao empatar por 1 x 1 contra o Parma. O Milan, que venceu a Fiorentina por 1 x 0 no sábado, agora tem três pontos de vantagem na ponta.

A Juventus venceu por 2 x 0 o Genoa no domingo para chegar ao terceiro lugar, enquanto a quarta colocada Roma venceu a Udinese por 2 x 0 no sábado.

Com cinco equipes acima da Inter depois de 13 partidas, a Inter terá que lutar muito para conquistar o sexto título consecutivo do Campeonato Italiano, além de superar a forma ruim e a contusão de vários jogadores.

Além da derrota, a partida será lembrada pela atitude do artilheiro do campeonato, Eto'o. Em um momento de loucura semelhante ao que aconteceu com o francês Zidane contra o italiano Marco Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006, Eto'o acertou uma cabeçada contra o peito de Bostjan Cesar, após ser atingido pelo lateral em outro momento do jogo.

PUNIÇÃO LONGA   Continuação...

 
<p>Dejan Stankovic, da Inter de Milao, reage durante partida contra o Chievo no est&aacute;dio Marc'Antonio Bentegodi, em Verona, 21 de novembro de 2010. REUTERS/Giampiero Sposito</p>