Aeroportos podem causar constrangimento na Copa, diz ministro

segunda-feira, 22 de novembro de 2010 20:01 BRST
 

Por Pedro Fonseca

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As obras de reforma e ampliação dos aeroportos brasileiros, que são o maior gargalo de infraestrutura a ser resolvido pelo governo para a Copa do Mundo de 2014, ainda estão longe do ritmo necessário e podem representar um embaraço para o Brasil, alertou o ministro do Esporte, Orlando Silva, nesta segunda-feira.

"Hoje tenho uma preocupação muito forte com aeroportos", disse o ministro a jornalistas durante a feira de negócios e esportes Soccerex.

"Quando pensamos em um evento desse porte e pensamos que o Brasil é quase um continente, que só se pode circular nele de avião, percebemos que é o risco principal para a Copa de 2014", acrescentou.

Desde a oficialização do Brasil como sede do Mundial, em 2007, a Fifa e os organizadores locais vêm afirmando que os aeroportos são o grande problema a ser resolvido pelo país, cujos terminais aéreos já estão perto da saturação devido ao aumento do número de passageiros nos últimos anos em decorrência do crescimento econômico.

O governo prometeu investir 5,5 bilhões de reais nos aeroportos do Mundial, mas o ministro afirmou que o ritmo das obras não é o suficiente no momento.

"Imagino que a Infraero terá de alterar totalmente a conduta, o comportamento, a atitude, ter uma atividade completamente diferente da que teve até aqui, sob pena de oferecer constrangimentos à realização do Mundial de 2014", afirmou Silva, citando a estatal responsável pelos aeroportos.

"É preciso que a própria Infraero mude a postura. Ou anda mais rápido, ou o Brasil pode passar por constrangimentos", disse.

Num Mundial realizado em 12 cidades, com distâncias entre elas tão longas como os 4.500 quilômetros de Porto Alegre a Manaus, sem ferrovias e com estradas precárias, o tráfego aéreo das equipes, mídia, torcedores e dirigentes será fundamental para uma organização bem-sucedida da Copa e também da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.   Continuação...

 
<p>Ex-presidente da Fifa Jo&atilde;o Havelange ao lado do ministro dos Esportes, Orlando Silva, na confer&ecirc;ncia Soccerex, no Rio de Janeiro. 22/11/2010 REUTERS/Bruno Domingos</p>