Candidatos a sedes das Copas de 2018 e 2022 têm semana decisiva

segunda-feira, 29 de novembro de 2010 19:05 BRST
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - A disputa pelas sedes das Copas de 2018 e 22 entra na sua última semana completamente em aberto, depois do escândalo de corrupção que ameaçou fazer todo o processo desandar.

A votação se restringe aos membros do comitê-executivo da Fifa, e os países candidatos acreditam que muitos ainda estão indecisos. Até o número de eleitores é incerto, após a suspensão de 2 dos 24 membros, os quais a Fifa ainda não decidiu se serão substituídos.

A eleição será na quinta-feira em Zurique. É a primeira vez que as sedes de duas Copas são decidas simultaneamente.

Há quatro candidaturas para 2018, envolvendo seis países: Inglaterra, Rússia, Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica. Para 2022, os candidatos são: Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Catar e Austrália.

Para realizar a Copa de 2014, o Brasil não enfrentou oposição. Já faz dez anos, portanto, que a Fifa se viu diante de uma decisão desse tipo pela última vez. Em duas eleições polêmicas, a Alemanha e a África do Sul ganharam o direito de organizar os torneios de 2006 e 2010, respectivamente.

A exemplo do que ocorre nas eleições para sedes olímpicas, acredita-se que o "lobby" de última hora pode ser decisivo. Não por acaso, governantes como Tony Blair, Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin foram considerados cruciais para que Londres, Rio e Sochi fossem escolhidas, respectivamente, para serem sedes das Olimpíadas de 2012 e 2016 e da Olimpíada de Inverno de 2014.

Seguindo essa lógica, a Inglaterra levará a Zurique uma delegação liderada pelo primeiro-ministro David Cameron, e a com a presença do príncipe William.

Putin, primeiro-ministro russo, também participa ativamente da candidatura do seu país, que no entanto não confirmou se ele irá à Suíça. Pela candidatura norte-americana a 2022, o astro será o ex-presidente Bill Clinton.

O processo foi abalado pelo caso de corrupção envolvendo dois membros do comitê-executivo, o taitiano Reynald Temarii e o nigeriano Amos Adamu, suspensos depois de receberem subornos de jornalistas britânicos, acreditando que estavam negociando com representantes de uma candidatura legítima.