2 de Dezembro de 2010 / às 12:02 / em 7 anos

Fifa inicia reunião histórica sobre Copas de 2018 e 2022

<p>Fifa inicia reuni&atilde;o hist&oacute;rica sobre Copas de 2018 e 2022: resultado sai nesta quinta-feira. REUTERS/Arnd Wiegmann</p>

Por Paul Radford

ZURIQUE (Reuters) - As autoridades da Fifa iniciaram uma reunião secreta nesta quinta-feira para tomar a decisão mais importante do esporte e escolher os países que sediarão as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Os 22 membros do comitê executivo da Fifa assistiram pela manhã às apresentações de 30 minutos de cada um dos quatro candidatos europeus para 2018. A maioria dos observadores considera que o resultado seja imprevisível.

Os países escolhidos devem ser anunciados após as 16h (13h em Brasília) pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, no centro de convenções Messezentrum, em Zurique.

A Inglaterra e a Rússia e duas candidaturas conjuntas, de Holanda/Bélgica e Espanha/Portugal, estão concorrendo para sediar o Mundial de 2018.

Os países candidatos à sede da Copa de 2022 -- Austrália, Japão, Catar, Coreia do Sul e os EUA -- fizeram suas apresentações na quarta-feira.

A Inglaterra e a Rússia, apesar de serem as favoritas para 2018, sofreram duros golpes em suas campanhas.

Na Inglaterra, um grave surto de violência ocorreu na véspera, protagonizada por torcedores após a partida entre Birmingham City e Aston Villa. O sucesso dos ingleses em combater os “hooligans”, que assolavam seu futebol na década de 1980, era visto como um dos trunfos da candidatura.

A candidatura da Rússia também foi afetada, pela declaração do primeiro-ministro Vladimir Putin dizendo que não iria a Zurique com sua equipe de candidatura por causa do que chamou de “competição injusta”, em aparente referência às alegações na mídia britânica sobre a corrupção de alguns membros executivos do comitê.

Horas depois, porém, o porta-voz de Putin informou que ele viajará para Zurique, para tomar parte na cerimônia, somente se a Rússia for a escolhida.

A candidatura conjunta de Holanda e Bélgica foi a primeira a se apresentar, destacando grandes nomes do futebol nesses dois países.

Com truques de edição, craques de gerações diferentes - Johann Cruyff, Ruud Gullit e Jean-Marie Pfaff - apareceram jogando no mesmo time, e Cruyff, numa entrevista da década de 1970, “profetiza” que a Holanda seria campeã europeia em 1988 (o que ocorreu) e que o seu país e a vizinha Bélgica seriam a sede da Copa em 2018.

A apresentação seguinte foi de Portugal/Espanha, com ênfase na infraestrutura de estradas, estádios e aeroportos. Seus representantes pareceram preocupados em convencer a Fifa de que, apesar da atual crise econômica nos dois países, os vizinhos ibéricos têm solidez para receber o evento dentro de oito anos.

A Inglaterra prometeu que investiria o equivalente aos gastos atuais da Fifa para o desenvolvimento do futebol.

O dinheiro arrecadado pelo projeto England United seria gasto no desenvolvimento do esporte pelo mundo e deixaria um legado global, disseram líderes da candidatura, entre os quais o primeiro-ministro David Cameron, aos membros do comitê executivo antes da votação.

A Rússia se apresentou como uma nação gigante que nunca sediou uma Copa do Mundo, em contraste com a Europa Ocidental onde a maioria dos países já foi anfitriã do evento.

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