Copa deve aquecer mercado imobiliário no Catar

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 10:08 BRST
 

DUBAI (Reuters) - A escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 vai aquecer o setor local da construção civil e causar uma valorização nos imóveis, uma vez que o evento atrairá projetos bilionários ao pequeno país do golfo Pérsico.

Maior exportador mundial de gás natural liquefeito, o Catar deve investir cerca de 100 bilhões de dólares em infraestrutura nos próximos cinco anos, segundo algumas estimativas.

"Isso irá catalisar muitos projetos de infraestrutura que vinham progredindo lentamente ou que estavam em compasso de espera", disse a consultoria Global Investment House em um relatório. "Os preços imobiliários também devem ter movimentos compatíveis com os locais de competição, e a demanda subirá mais em certas áreas do que em outras."

Uma desaceleração no mercado imobiliário neste ano levou alguns projetos a serem paralisados no Catar. Em agosto, a incorporadora Barwa Real Estate anunciou o adiamento do projeto Al Khor, de 8,3 bilhões de dólares, devido à escassez de interessados.

Shakeel Sarwar, diretor de gestão patrimonial da empresa Securities & Investment, no Barein, disse que os setores de cimento e aço no Catar irão se beneficiar com as obras. Ele previu também que a construção da ponte Catar-Barein, um projeto de 40 quilômetros e 3 bilhões de dólares, deve ser acelerada.

Nos próximos cinco anos, o Catar deve construir uma rede ferroviária de 25 bilhões de dólares, um novo aeroporto de 11 bilhões, e um novo porto de águas profundas, de 5,5 bilhões de dólares.

Para ser escolhido pela Fifa, o Catar, onde as temperaturas podem superar os 50 graus centígrados, prometeu que haverá ar condicionado em todos os 12 estádios da disputa.

(Por Jason Benham e Matt Smith)

 
<p>Investidor monitora a bolsa de a&ccedil;&otilde;es em Doha. A escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 vai aquecer o setor local da constru&ccedil;&atilde;o civil e causar uma valoriza&ccedil;&atilde;o nos im&oacute;veis, uma vez que o evento atrair&aacute; projetos bilion&aacute;rios ao pequeno pa&iacute;s do golfo P&eacute;rsico. 05/12/2010 REUTERS/Stringer</p>