Catar usará navio de cruzeiro para acomodação na Copa do Mundo

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 15:36 BRST
 

Por Jason Benham

DUBAI (Reuters) - O Catar planeja usar uma navio de cruzeiro para acomodação de torcedores quando sediar a Copa do Mundo de 2022, mas precisará de mais alternativas temporárias para evitar aumentar ainda mais o mercado de hoteis, hoje excedente, disseram analistas nesta segunda-feira.

Cerca de 400 mil torcedores, além de 32 times e do grupo enorme de profissionais da imprensa, aportarão no minúsculo país do Golfo daqui a 12 anos, quando ele se tornar o primeiro país árabe a sediar o maior torneio de futebol do mundo.

"Há planos de duplicar a oferta de quartos de hotel e apartamentos em 2022 para cobrir as exigências cotidianas de uma economia cuja expectativa é de continuar crescendo fortemente", disse a Fifa no relatório oficial de avaliação da candidatura do Catar.

O Catar propõe "mais de 240 prédios diferentes", a maioria na categoria quatro estrelas, mas também vários nas categorias de três e de cinco estrelas e algumas instalações duas estrelas, diz o documento.

Desse total, 100 são hotéis, vilas e complexos existentes, com mais de 44 mil quartos, e há outras 140 instalações a serem construídas, incluindo um projeto de navio de cruzeiro em Al-Wakrah, com 6 mil quartos, afirmou a Fifa.

As taxas de ocupação hoteleira no Catar hoje em dia são relativamente baixas, um indicador de excesso de oferta, dizem analistas.

"O Catar terá de aumentar sua oferta de hotéis, mas eu seria cauteloso em como fazer isso", disse Jalil Mekouar, diretor-gerente de hotéis no Oriente Médio e África da Jones Lang LaSalle.

"Já há temores de excesso de quartos de hotel em Catar e, com o efeito da Copa do Mundo durando apenas dois ou três meses, é importante considerar o que fazer com essa oferta de hotel quando o evento terminar", afirmou.

Uma solução alternativa seria usar a oferta de hotéis dos países vizinhos, como Barein e Emirados Árabes Unidos, que estão a apenas uma hora de avião.

Outra idéia é fazer hoteis temporários, para que fossem derrubados depois do evento, disse Mekouar.