Sucesso dos Jogos de Londres dependerá dos transportes, diz Coe

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 15:41 BRST
 

Por Avril Ormsby

LONDRES (Reuters) - O sucesso da Olimpíada de Londres dependerá da capacidade da capital britânica de superar os problemas associados ao sistema de transporte da cidade, afirmou o chefe dos Jogos de 2012, Sebastian Coe, nesta quarta-feira.

Londres corre o risco de entrar no grupo das Olimpíadas criticadas, como Atlanta-1996, caso fracasse em sua política de transportes, o que prejudicaria no longo prazo a reputação da cidade para atrair investimentos e turistas, disse Coe a parlamentares londrinos.

O projeto de transportes Olympic Route Network (ORN), estabelecendo faixas de trânsito exclusivas para atletas, autoridades e patrocinadores chegarem aos locais dos jogos, é necessário para a organização de uma Olimpíada tranquila, afirmou Coe, presidente do comitê responsável pela organização dos Jogos.

"O projeto da rota olímpica diz respeito à funcionalidade, não tem a ver com glamour", acrescentou Coe, advertindo que Londres poderia passar 50 anos tentando superar uma política falha nos transportes.

"Vocês têm uma escolha, vocês podem fazer essa cidade ser lembrada como uma Barcelona ou como uma Atlanta."

O sistema de transportes de Atlanta teve dificuldades para conduzir os atletas e espectadores aos locais dos jogos, causando uma frustração geral. Já os Jogos de 1992 em Barcelona são citados como Olimpíada modelo.

A rede de transportes de Londres, já sobrecarregada com o peso de 24 milhões de viagens diárias, tem sido mencionada frequentemente como uma preocupação dos inspetores do Comitê Olímpico Internacional.

Durante o movimento de pico dos Jogos, o número de viagens deverá subir 12,5 por cento -- algo administrável, desde que com uma abordagem sábia, disse John Armitt, presidente do órgão do governo britânico responsável pelos preparativos dos Jogos.

As vias da cidade estão entre as mais congestionadas do mundo e o esquema ORN tem despertado críticas de alguns moradores.

Coe, no entanto, disse que o esquema representaria menos de 1 por cento do total de vias e apenas cerca de 5 por cento das pessoas que o usariam andariam de carro: o restante iria de ônibus.