Ídolo na Costa do Marfim, Drogba pede por união no país

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 16:05 BRST
 

PARIS (Reuters) - O capitão da seleção de futebol da Costa do Marfim, Didier Drogba, fez um apelo a todas as partes dentro e fora de seu país para que demonstrem moderação com relação ao impasse provocado pela eleição presidencial do mês passado. As declarações foram publicadas na quinta-feira.

"Peço a cada um de vocês, a cada gerente, a cada soldado, a cada partidário, para que não partam para a violência e façam todo esforço para restaurar a calma e a democracia responsável pela qual espera a nossa nação", disse Drogba em um comunicado, segundo o diário francês Le Figaro.

Drogba pediu que a comunidade internacional seja cautelosa em sua resposta à disputa, dizendo que os marfinenses sofreriam se o país fosse privado dos financiamentos de entidades internacionais como o FMI.

O Banco Mundial anunciou na quarta-feira o congelamento do financiamento ao país enquanto o presidente que tentou a reeleição, Laurent Gbagbo, resistir à pressão internacional para que deixe o cargo.

As potências mundiais e países africanos anunciaram o seu apoio ao rival Alassane Ouattara. Crescem os temores de que o impasse leve o país do oeste da África de volta a uma guerra civil. Um conflito entre 2002 e 2003 dividiu a Costa do Marfim em dois.

Drogba, que também joga no Chelsea, é ídolo na Costa do Marfim, corporificando o sonho de uma trajetória de glamour, fama e riqueza.

Ele e o seu time, conhecido como os elefantes, tiveram um papel importante no convencimento dos combatentes rivais a baixarem as armas e negociarem em 2006, quando a Costa do Marfim se qualificou pela primeira vez para uma Copa do Mundo.

Quase 200 pessoas morreram desde a eleição de 28 de novembro, de acordo com os Estados Unidos.

"Esperamos que uma solução seja encontrada em breve a fim de evitar qualquer confrontação nas ruas", afirmou Drogba, que não apoiou nenhum dos lados no comunicado.

Drogba foi considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time no começo deste ano, pelo seu trabalho assistencial, que inclui uma fundação para dar apoio financeiro e material à saúde e à educação na África.