December 25, 2010 / 8:43 PM / 7 years ago

Príncipe da Jordânia quer reformar Fifa se for eleito

4 Min, DE LEITURA

<p>O pr&iacute;ncipe Ali da Jord&acirc;nia, que est&aacute; disputando a vaga asi&aacute;tica na Fifa com Chung Mong-joon da Cor&eacute;ia do Sul, disse que tentar&aacute; aumentar a import&acirc;ncia da &Aacute;sia na entidade m&aacute;xima do futebol mundial e reform&aacute;-la se ele ganhar.</p>

Por Suleiman al-Khalidi

AMÃ, 25 de dezembro (Reuters) - O príncipe Ali da Jordânia, que está disputando a vaga asiática na Fifa com Chung Mong-joon da Coréia do Sul, disse que tentará aumentar a importância da Ásia na entidade máxima do futebol mundial e reformá-la se ele ganhar.

"Eu quero reenergizar essa posição e quero maximizar seu uso. Esta é uma das razões porque estou concorrendo a esse posto", disse o Príncipe Ali à Reuters. Ele acabou de completar a última turnê de campanha pela Ásia e Oceania, inclusive a Austrália, antes de 6 de janeiro, quando uma votação secreta em Doha vai eleger o vice-presidente da Fifa para a Ásia.

O príncipe Ali, de 35 anos, está concorrendo com Chung, de 59, que é apadrinhado pelo fundador do grupo industrial Hyundai e um dos mais influentes dos oito vice-presidentes que está na disputa para suceder Sepp Blatter, o presidente da Fifa.

O príncipe Ali espera ganhar com uma plataforma de transparência para melhorar a imagem da Fifa, que está sofrendo com acusações de corrupção e compra de votos. Ele diz que é hora de sangue novo entrar no comando da organização.

"Temos muito respeito pelo doutor Chung. Ele fez muito pelo futebol nos 16 anos que ele está na posição de vice-presidente e certamente eu acredito agora que é hora de mudar as coisas", disse o príncipe Ali.

Se for eleito, o carismático príncipe jordaniano seria o mais jovem membro do conselho executivo da Fifa. Ele é meio-irmão do rei Abdullah da Jordânia e que ajudou a criar e atualmente comanda a Liga de Futebol do Oeste Asiático.

O príncipe jordaniano já conseguiu apoio público para sua nomeação de várias associações de futebol do Oriente Médio, inclusive Irã, Kuwait, Arábia Saudita e Síria.

Mohammed Bin Hammam, do Catar, presidente da Confederação Asiática de Futebol recentemente disse em Damasco que ele não apoiaria o príncipe Ali em Doha apenas porque ele é árabe e não assumiu uma posição clara em relação ao voto.

MAIS TRANSPARÊNCIA

O príncipe disse que é preciso criar um fundo de desenvolvimento para fomentar o futebol na Ásia e aumentar a transparência na Fifa.

"Por meio do fundo asiático podemos trabalhar de modo aberto e transparente para dar às associações nacionais o que elas precisam, independente de tamanho. É uma coisa crucial para se fazer neste momento", disse ele.

Ele expressou alegria em relação à escolha do Catar para a Copa do Mundo de 2022, numa disputa que levantou questões sobre o processo de eleição para o local das Copas de 2018 e 2022, com alguns críticos dizendo que o processo foi corrompido.

Com o slogan de campanha "Somos a Ásia tomando seu lugar", o príncipe Ali disse que vai concentrar-se em gastar mais com estádios e jovens jogadores, times femininos e trazer tecnologia de ponta para o jogo, todas questões importantes para reduzir a distância do futebol asiático do resto do mundo.

"Temos um monte de países na Ásia que demograficamente são muito grandes, mas que acabaram de começar a se interessar pelo futebol. Eu acredito que o futuro do futebol está na Ásia", disse ele.

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