Devastador Cassano faz o simples para salvar o Milan

domingo, 9 de janeiro de 2011 17:02 BRST
 

MILÃO (Reuters) - O rebelde favorito do campeonato italiano, Antonio Cassano, não treinou por dois meses antes de juntar-se ao Milan mas silenciou aqueles que duvidavam dele com três assistências em duas curtas participações.

O atacante da seleção italiana foi mandado embora da Sampdoria em outubro após agredir verbalmente o presidente encerrando um longo histórico de maluquices no clube e preocupando os torcedores do Milan, que não sabiam se o rossonero havia contratado um bom jogador.

De qualquer maneira, Cassano fez o passe para Rodney Strasser marcar o gol da vitória por 1 x 0 sobre o Cagliari na quinta-feira e para Alexandre Pato e Zlatan Ibrahimovic marcarem no emocionante empate em 4 x 4 no San Siro com a Udinese, no qual o time perdia por 3 x 1.

"Simplicidade é a melhor coisa no futebol. Além do mais, jogar simples é a coisa mais difícil e somente os grandes jogadores conseguem," disse o treinador do Milan Massimiliano Allegri à Sky.

"Cassano hoje nos deu duas grandes assistências. Quando nós jogamos próximo à área ele é devastador. Definitivamente, se ele estiver em forma pode jogar desde o início."

A estreia de Cassano no San Siro começou no seu típico estilo, quando ele ainda no banco insultou a arbitragem que não apontou o impedimento no primeiro gol da partida, marcado por Di Natale.

O jogador foi pedir desculpas ao árbitro no intervalo do jogo antes de finalmente dar seu recado em campo, usando da velocidade para deixar a defesa visitante para trás, ao invés de driblar excessivamente como ocasionalmente fez nos tempos de Sampdoria, Real Madrid, Roma e Bari.

"Foi um daqueles jogos que acontecem durante a temporada. Acho que foi o resultado certo," disse Allegri, acrescentando que Clarence Seedorf não merecia ser vaiado pela torcida.

"Eu não acho que ele fez uma partida tão ruim. É pouco provável que ele vá repetir uma atuação tão defensiva."

 
<p>Antonio Cassano, do Milan, controla a bola contra o Udinese no est&aacute;dio de San Siro, em Mil&atilde;o, 9 de janeiro de 2011. REUTERS/Alessandro Garofalo</p>