Novamente melhor do mundo, só falta Messi brilhar pela Argentina

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 20:11 BRST
 

Por Brian Homewood

ZURIQUE (Reuters) - Após ser escolhido como melhor jogador do mundo pelo segundo ano consecutivo, a única glória que Lionel Messi ainda não conquistou é um grande título com a seleção argentina principal.

Num ano de domínio europeu no futebol internacional, Messi venceu a votação da Fifa contra os espanhóis Xavi e Andrés Iniesta, num lembrete da tradição sul-americana quando se trata de revelar talentos para o futebol.

Muita gente achava que Messi não levaria o troféu porque não marcou nem um só gol na Copa de 2010, quando a Argentina caiu nas quartas de final. Mas os eleitores da Bola de Ouro da Fifa -- treinadores, capitães de equipes e jornalistas -- aparentemente atribuíram isso às deficiências da seleção de Diego Maradona, e não ao próprio Messi.

Naquele esquema tático, Messi foi obrigado a recuar para buscar o jogo, em vez de ser servido pelos companheiros, como acontece no Barcelona. Prova disso é que, em abril, ele marcou quatro gols na vitória dos catalães sobre o Arsenal, pela Liga dos Campeões -- possivelmente o ponto máximo de um ano em que o talento da "Pulga Atômica" atingiu seu auge.

Na opinião de Hristo Stoichkov, ex-atacante do Barcelona, só há um jeito de conter o argentino dentro de campo. "Certa vez disseram que só era possível me parar com uma pistola, mas hoje em dia é preciso uma metralhadora para pará-lo", disse o búlgaro.

Messi foi campeão olímpico pela Argentina em 2008, mas nunca conquistou nenhum título relevante pela seleção adulta. Terá uma chance em 2011, quando a Argentina sediará a Copa América.

Mas sua meta máxima deve ser ajudar a Argentina a se sagrar tricampeã mundial na Copa de 2014, justamente no território do arquirrival Brasil. Isso transformaria seu status e o colocaria no mesmo patamar que Diego Maradona alcançou depois de vencer o Mundial de 1986.

 
<p>O argentino Lionel Messi, eleito melhor jogador de 2010 pela Fifa, faz discurso ao lado de seu trof&eacute;u em Zurique, 10 de janeiro de 2011. REUTERS/Arnd Wiegmann</p>