31 de Janeiro de 2011 / às 19:00 / em 7 anos

Djokovic festeja vitória na Austrália e diz querer mais títulos

Por Ian Ransom

<p>Djokovic, da S&eacute;rvia, posa ap&oacute;s derrotar Murray, da Gr&atilde;-Bretanha, na arena Rod Laver. 31/01/2011. REUTERS/Mick Tsikas</p>

MELBOURNE (Reuters) - Novak Djokovic cantou canções folclóricas sérvias em uma grande festa, após conquistar o Aberto da Austrália, e ignorou a noite mal-dormida para se concentrar nas próximas glórias nas quadras de saibro de Roland Garros.

“Trouxemos dois sérvios que tocaram nossa música tradicional durante duas horas... Saímos dos vestiários às 2h da manhã. É só isso que lembro”, disse Djokovic, com um olhar pasmado, sobre as comemorações no Melbourne Park após sua vitória impressionante por três sets a zero contra o britânico Andy Murray.

“Eu estava me carregando, e (carregando) minhas malas e meu troféu”, disse ele a um pequeno grupo de jornalistas nesta segunda-feira.

“Eu até que estava lidando bem comigo mesmo diante das circunstâncias... Não conseguia dormir muito bem porque ainda estava sob a grande impressão de ter vencido o título. Foi difícil por causa da emoção.”

Vestindo jeans e uma camiseta, em um dia abafado, o tenista magricelo de 23 anos parecia estar um pouco mal-vestido ao lado do troféu Norman Brookes no campo de críquete de Melbourne.

Ele recuperou sua energia para atingir a plena forma após anos de dúvidas, como vencedor de um único Grand Slam após obter seu primeiro título em Melbourne, em 2008.

“Tem sido um período de altos e baixos para mim nos últimos três anos... Não tive a consistência e a autoconfiança de que precisava.”

“Nos últimos dois meses, provavelmente joguei o melhor tênis da minha vida e não poderia pedir um melhor começo para a temporada. Conseguir vencer um Grand Slam dá muita confiança.”

Djokovic conquistou seu título depois de derrotar Roger Federer nas semifinais, e sua vitória contra Murray provocou especulações sobre um novo triunvirato nos Grand Slams, tendo o sérvio dividido uma parcela maior dos torneios ao lado do suíço e do espanhol Rafael Nadal.

Apesar de lisonjeado, o tenista, nascido em Belgrado, disse que ainda precisaria se testar em todas as superfícies para se sentir confortável com o elogio.

“Se as pessoas querem me considerar parte dos três grandes, isso é ótimo. Tenho um grande respeito por Federer e Nadal, eles são grandes exemplos de campeões dentro e fora das quadras em todos os sentidos.”

“Se eu quiser me tornar o melhor jogador do mundo, terei que vencer mais Grand Slams”, acrescentou Djokovic, que nunca passou das semifinais em Roland Garros ou Wimbledon.

“Mas, sim, meu objetivo, pode se dizer, não é apenas me sair bem no saibro, mas ter o melhor resultado em Roland Garros.”

Depois de derrotar Murray sob os refletores na arena Rod Laver, Djokovic dedicou sua vitória à Sérvia, provocando aplausos entusiasmados dos compatriotas vestidos de vermelho, branco e azul nas arquibancadas.

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